domingo, 16 de junho de 2013

Top Five

Olá Amigas

Hoje é dia de Top Five.
Dia que garimpar ótimos textos Blogosfera a fora.
Então fique ligadinha que o Recanto das Mamães Blogueiras está de olho no seu Blog e você poderá estar aqui com a gente.

As mamães contempladas fiquem a vontade pra levar o seu selinho da premiação para o seu Blog.



Confissões de uma Rescém Casada e Mãe de Primeira Viagem
Com o Post Meu Sobrenome é Exaustão 
Um texto que mostra as mil faces de uma mãe pra dar conta do recado.





Mamãe Neura
Que nos fala sobre o Estatuto do Nascituro para alertar sobre os perigos e as consequências de mudanças na lei que mudar o mundo para os nossos filhos. 




Diário de uma Mãe Polvo
Um desabafo sincero de uma mamãe sobre os últimos acontecimentos em nosso país.






Minha Flor Bela
Nos mostra como as famílias de comerciais de TV são fictícias e surreais, fazendo com que seja um padrão familiar que não existe.




Mãe de Princesas
Com o texto: Eu Dou Conta
Grazi nos mostra como é possível administrar bem o seu tempo, sendo mãe de 4 princesas e dar conta do recado direitinho.


Parabéns a todas as homenageadas, se quiserem podem levar nosso selinho para seu Blog. 
Fiquem atentas que nossa equipe está de olho.

Beijo Grande
Andréia Sales

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Quanto custa o seu serviço?

 2011 março - amar e servir
Tenho a impressão de que com o passar do tempo as pessoas perderam o jeito de servir ao próximo. Muitos preferem o isolamento ao serviço.

Talvez porque na sociedade consumista em que vivemos, o lema seja “pague pelo meu serviço e pague muito bem!”

Evitamos os vizinhos para não dar liberdade demais e termos a nossa casa “invadida” por eles. Coisas do tipo: “me empresta um copo de açúcar?” ou “as crianças estão brincando na casa do vizinho” são fatos quase impossíveis de acontecer.

No ônibus, cada vez menos pessoas cedem lugar para os mais velhos e gestantes.

Na rua, mesmo com uma criança no colo e mil sacolas nas mãos é uma raridade alguém oferecer ajuda para carregá-las até o carro.

No mercado, todos olham com cara de desprezo e raiva para aqueles que estão na fila preferencial, mesmo sabendo que um dia terão filhos, ficarão gestantes ou terão uma esposa gestante e que serão idosos também.

No trabalho ninguém oferece ajuda porque são todos concorrentes. É cada um por si e salve-se quem puder!

Em casa, recebemos ligações de pessoas que precisam de nós, que querem um favor e uma ajudinha aqui e ali. Mas já contou quantos amigos ligaram essa semana para você perguntando: “está precisando de alguma coisa?” E no último mês? Não precisa responder. Eu já imagino a resposta.

Está cada vez mais difícil viver nessa sociedade que de “sócia” não tem nada. Parceria? Só se for por interesse. Servir? Só se me servirem primeiro.

Refletindo sobre isso, encontrei uma esperança, uma luz no fim do túnel...

servir (1)

Há um lugar onde as coisas são diferentes. Há um lugar onde SERVIR é um princípio. Esse lugar chama-se Reino de Deus.

Independente da sua religião, se você crê em Deus, deve saber que seu ensinamento diz que melhor é servir do que ser servido. Ele mesmo veio para servir e nos ensinar o que é amar o próximo de verdade.

A imagens que escolhi para ilustrar esse texto são sobre a passagem bíblica que Jesus lava os pés dos discípulos. Mesmo sendo o mestre, o salvador. Ele fez isso para nos ensinar a servir com humildade.

Pessoas que não servem geralmente não são servidas e se tornam amarguradas e solitárias. 

Honrado será aquele que servir porque não estará agradando somente ao próximo, mas principalmente a Deus.

“Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.” João 12:26

Pais e mães, ensinem seus filhos a servirem o próximo sem esperar nada em troca. Ensinem seus filhos a serem cidadãos dispostos a ajudar, protagonistas de uma história diferente. Que eles possam ser referência para os amigos e familiares.

Não diga a eles que servir não vale à pena. Nunca ensine que servir é coisa de bobo, de otário. Porque não é. 

Ensine a eles que servir é uma honra e como já dizia o meu avô:
“ Quem não vive para servir, não serve para viver.”

 Beijos
Camila Vaz


quarta-feira, 12 de junho de 2013

"Vídeo Patrocinado" - Ajude uma criança chegar aos 5 - LifeBuoy

Queridas amigas e mamães de plantão,

Todas nós sabemos a importância que tem o simples ato de lavar as mãos e como é importante ensinar aos nossos filhotes essa 'coisinha' que parece ser tão simples.

Atualmente, milhões de crianças morrem por infecções causadas por bactérias e outras doenças que poderiam ser evitadas apenas com a simples ação de lavar as mãos.

Pensando nisso a Lifebuoy, mobiliza campanhas e promove diversas ações com a finalidade de orientar as pessoas para essa realidade.

Hoje, nós mamães do recanto estamos também engajadas nessa causa e convidamos vocês a assistirem esse vídeo super rápido e emocionante.



Se gostarem, convidem as amigas para assistir também e nos ajudem a divulgar.
Um abraço carinho a todas.
Beijocas da Equipe Recanto!

Legenda fazer Vídeo
A história de Gondappa acompanha a jornada de um pai para dar graças pelo seu primeiro filho virar cinco: um marco, uma vez que a cada ano, 2 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade morrem a cada ano de infecções como diarreia e pneumonia. Lifebuoy tem ajudado a evitar essas mortes por ensinar as crianças o simples ato de lavar as mãos com sabão. Com 130 milhões de pessoas já chegaram, agora levar a nossa missão de salvar vidas para Thesgora, uma aldeia indígena com um dos maiores índices de diarreia...


E agora? Sou mãe de adolescente!

Desde que a minha primeira filha nasceu eu penso em como será a tão famigerada adolescência dela. E vou contar que essa montanha russa de emoções chegou muito rapidamente. De repente aquele bebê gostoso, aquela menina cheirosa que queria estar grudada com a mamãe o tempo todo começa a me deixar um pouco de lado e querer estar com os amigos. Aquela menininha que adoarava passear com a mamãe agora só quer sair com os amigos. Tudo absolutamente normal e extremamente importante de ser vivido.

Mas confesso que eu como mãe estou aprendendo a ser mãe de adolescente. Aliás, nós mães estamos diariamente apredendo a lidar com os nossos filhos. O que acontece é que depois de um tempo de concvívio com as minhas crianças eu pensei que já tinha aprendido a lidar com o jeitinho de cada uma. Aí vem a adolescência e esse jeitinho vira do avesso. E aí é hora de reaprender o que fazer. E nada melhor para aprender como agir começar sabendo como não agir. Neste sentido eu gostei tanto da matéria que vi no site UOL, na parte que trata os assuntos de Mulher que resolvi transcrevê-lo aqui para ficar registrado caso eles tirem do ar algum dia. 

Para ver a matéria no site basta clicar no título abaixo.

Dez erros que os pais cometem e afastam os filhos adolescentes

VLADIMIR MALUF 
Da Redação
26/03/201107h0


A adolescência é um período complicado para pais e filhos. As relações ficam mais difíceis, as preocupações aumentam e é preciso administrar com calma essa fase cheia de experiências novas para os jovens. Para evitar o distanciamento, duas especialistas listam dez erros comuns, cometidos pelos pais, em relação aos adolescentes.

1º ERRO: não entender que os filhos cresceram
As crianças são muito ligadas aos pais. Mas, na adolescência, há um afastamento natural, para que os filhos possam testar sua independência e autonomia. E isso não significa que os jovens não gostam mais de seus pais. A psicóloga Marina Vasconcellos explica que os adultos devem entender esse momento e dar mais liberdade (claro, com limites). “Não dá para permitir tudo, mas é um erro impedir que os adolescentes tenham experiências novas, afinal, eles cresceram e precisam disso para a construção da identidade.”

2º ERRO: minimizar as descobertas
Os pais costumam dizer aos filhos que sabem perfeitamente pelo que eles estão passando, pois já viveram tudo aquilo. E, portanto, acham que podem dizer qual é o melhor caminho. Marina diz que isso é um erro. “É preciso respeitar o momento do filho, sem impor seu modo de pensar. Por mais que tenhamos ideia de como é, agora é a vez deles”, diz a psicóloga. “É impossível impedir o sofrimento dos filhos. Todos têm tristezas e dificuldades. Os jovens também.”

3º ERRO: não saber como controlá-los
Os adolescentes se consideram maduros e não gostam de dar satisfações. Mas precisam. E o ideal é fazer com que isso aconteça naturalmente, sem a necessidade de cobrar explicações. De acordo com Marina, “se os adolescentes são tratados com respeito, geralmente, retribuem da mesma maneira”, diz ela. “Pais que julgam bloqueiam os filhos, que se fecham. Em uma relação saudável, as conversas fluem normalmente. Isso inclui falar sobre que estão passando, apresentar os amigos, compartilhar as experiências”. O conselho dela é dar espaço para que o filho se abra, sem que sinta medo de ser julgado. “Quebre o clima de tensão entre vocês com bom humor.”

4º ERRO: exagerar nas cobranças
A adolescência é uma fase de muitas cobranças. Os pais querem que os filhos tenham um bom futuro, estudem, tenham boas companhias, criem responsabilidade, não se envolvam com drogas... A sugestão de Marina é escolher a forma certa de cobrar. “Os pais devem ser afetuosos, senão não funciona. Não podem apenas cobrar. A cobrança precisa ser intercalada com carinho, diversão, momentos descontraídos e diálogos. Muita pressão cansa os dois lados: adolescentes e pais.”

5º ERRO: não saber dar liberdade
Podar demais não dá certo. “Deixe que o seu filho durma na casa dos amigos”, exemplifica Marina Vasconcellos. “Ligue para os pais do amigo, certifique-se de que é seguro e permita”. De acordo com a psicóloga, os pais têm dificuldade para saber qual é o momento certo de permitir que os filhos saiam à noite. “Aos 15 ou 16 anos, eles querem chegar mais tarde em casa. Querem ir para as baladas. Deixe-os ir, mas é importante ir buscá-los, para ver como saem dessa balada (se estão com os olhos vermelhos ou bêbados, por exemplo)”, recomenda a psicóloga. “Combine um horário condizente com a idade e a maturidade do seu filho.”

6º ERRO: demonstrar falta de confiança
Certificar-se de que o seu filho está em segurança é bem diferente de vigiá-lo. De acordo com a psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, o filho pensa que, se o pai não confia nele, pode fazer o certo ou o errado, pois não fará diferença. “Investigar exageradamente não estimula a responsabilidade. Gera um clima de desconfiança –e as relações íntimas são baseadas na confiança”, alerta a especialista. “Diga para o seu filho que quer se assegurar de que ele estará bem e informe-se, mas não aja às escondidas.”

7º ERRO: desesperar-se nas crises
Os adolescentes dão trabalho. Mas é essencial agir com cautela. “As reações precisam ser proporcionais aos fatos”, diz Cecília. “Se o seu filho entrou em coma alcoólico é uma coisa, se chega cheirando a bebida é outra. Os pais devem hierarquizar a gravidade dos problemas”. De acordo com a psicóloga, ter uma reação desmedida (ou dar broncas muito frequentes) estimula o filho a mentir. “Para o adolescente, o problema é a bronca. Ele não pondera se suas atitudes podem ser perigosas. Por isso, converse com calma, para entender as razões que o levaram a fazer escolhas erradas. Descubra se é algo frequente e explique as consequências.”

8º ERRO: constranger os filhos
Na adolescência, é comum os filhos terem vergonha dos pais. Tente compreender isso. Cecília explica que os pais são munidos de informações que podem envergonhar o filho diante dos amigos. Particularidades que  só os pais sabem, mas que o jovem não quer que sejam reveladas. “Os adultos precisam evitar expor a intimidade dos filhos, pois, muitas vezes, o deixam constrangido. Evite, também, estender muito as conversas  com os amigos dele. “Pai e mãe não são amigos. Pais que querem ser amigos não estão sendo bons pais”, alerta Cecília. “A relação precisa ser hierárquica. Isso não significa que tenha de ser ruim. A diferença é que, com amigos, temos relações de igual para igual. Entre pais e filhos não é assim”, diferencia a psicóloga. “Os pais podem ser bacanas, compreensivos, divertidos, mas são pais.”

9º ERRO: colocar seu filho em um altar
Pare de pensar que ninguém está à altura do seu filho. É comum os pais colocarem defeitos em todos os amigos e, principalmente, nos namorados que os adolescentes têm. Cecília lembra que o excesso de julgamento faz com que os filhos se fechem. “O resultado de tantas críticas é que os filhos passam a esconder namorados e amigos dos pais. Eles perdem a vontade de apresentar pessoas com quem convivem e começam a ficar mais na rua do que dentro de casa”, alerta.

10º ERRO: fazer chantagens
Ameaçar cortar a mesada, caso o filho não obedeça, é muito comum. Assim como dizer que, enquanto ele viver às suas custas, não poderá tomar certas atitudes. “Isso é uma chantagem e não educa”, resume Cecília. “Os pais devem explicar as razões que os levam a proibir determinados comportamentos. Com ameaças, o jovem apenas obedece para não perder um benefício”. A psicóloga diz, ainda, que, agindo assim, a relação entre pais e filhos fica muito rasa. “É como beber e dirigir: quem não faz, pois sabe que é perigoso para si e para as outras pessoas, compreende o problema. Quem deixa de fazer apenas por medo da multa, não entende os riscos”, exemplifica.





Beijos carinhosos e ótima diversão!
Chris Ferreira
Fan Page: https://www.facebook.com/InventandoComAMamae

terça-feira, 11 de junho de 2013

Hora de doar, como os meus pais!!!

Hoje conversando com uma amiga, cuja filhota fez aniversário de 2 anos e ganhou um monte de brinquedos lembrei-me da época em que os meus filhos eram pequenos e que após as festas o apartamento que já era pequeno ficava ainda menor com tantos brinquedos. Era chegada a hora de doar os brinquedos que não brincavam mais.

Daí lembrei que fiz um post sobre o assunto e voltei com ele para saber de vocês o que as crianças hoje tem feito com tantos brinquedos que nem usam mais. 

Segue o post:
Nossa quanto presente você ganhou! Está na hora de retirarmos alguns para doação, certo!!

Todo ano é assim, aniversário ou natal, os filhos ganham presentes do pais, avós, padrinhos, tios, amigos da família ou amigos do colégio.

O armário fica abarrotado de jogos, carrinhos, roupas. Mas em casa desde pequenos meus filhos se acostumaram a doar brinquedos e roupas que não são mais usados com tanta freqüência.

No inicio de cada ano (período de férias) faço aquela arrumação nos armários e retiro aquelas peças de roupa que não servem ou não foram usadas (nada de roupa rasgada ou desbotada, isso vira pano de limpeza), retiro brinquedos e objetos que foram encostados (teclado de computador, telefone que foi trocado, toalhas de banho, lençol, bolsas, tênis ou sapatos, enfim é hora de renovar energias (para mim tudo que um dia vai ser útil, mas que não estou usando há mais de um ano, deve ser doado). E meus filhos aprenderam isso.
Nem sempre foi fácil se desfazer daquele carrinho que há muito tempo estava no fundo do cesto e que eles nem lembravam mais que existia, mas o hábito levou ao desapego.

Lembro-me uma vez, que enchi duas sacolas com brinquedos (que embrulhei cuidadosamente em pequenos saquinhos amarrados com fitinhas coloridas) e saímos pela rua passando por todos os faróis em que haviam crianças. Olhava pelo retrovisor quando o carro partia e meus filhos dentro do carro ficavam observando seus brinquedos divertindo outras crianças que até se esqueciam o que estavam fazendo nas ruas de São Paulo.


Hoje, quando chega essa época, meus filhos (27 e 22) já sabem que está na hora de desocupar o armário e já começam a dizer: “mãe, vou deixar algumas roupas aqui na cama para você doar, ou mãe vê se alguém quer esse tênis que não uso mais” .

Não tenho dúvidas , eles levarão consigo, pela vida, essa prática. E talvez um dia eles também olhem pelo retrovisor e possam se lembrar de seus brinquedos nas mãos de outras crianças, mas agora com os brinquedos de seus filhos.

Beijocas
Cris Chabes

segunda-feira, 10 de junho de 2013

BC Coletiva Nossos Momentos #16



Olá, pessoal !!!

Então... meu final de semana foi marcado por um evento muito especial que ocorreu no sábado, o jantar dos namorados da minha igreja (Comunidade Evangélica Vida Plena de Macaé/RJ).

Foram muitos dias de preparação de uma equipe super empenhada e o resultado foi surpreendente! Passei o sábado ajudando na decoração (fomos almoçar às 15h), enquanto o maridão ensaiava umas músicas para o culto de domingo, com direito a pose pra foto com o nosso pequeno... (Outro baterista? Ai, ai, ai...) rsrs

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Tive que levar a Isabela e o Isaque  para o jantar porque minha mãe e sogra também participaram. Providenciamos ajudantes para tomarem conta de todas as crianças e as meninas deram conta do recado (Ufa!).

O evento começou com um momento super fofo onde os casais dançaram coladinhos e se declararam um para o outro. Depois, ouvimos uma palavra linda do meu sogro e sogra (31 anos de casados!) sobre a importância da aliança entre o casal e Deus, pois é Ele quem fortalece o relacionamento dia após dia, nos capacitando a amar incondicionalmente, perdoar, ceder...etc.

Logo após, cada casal recebeu um par de alianças como lembrança, representando a restauração do relacionamento naquela noite. A troca de alianças foi um momento muito emocionante para todos.

No final, rolou um desfile muito divertido onde cada casal passava pela passarela ao som de uma música muito animada. Encerramos a noite com um jantar maravilhoso e sorteio de brindes.  Foi um sucesso!

Seguem algumas fotos:






Pois bem, depois de tanta agitação, o domingo foi de descanso e tranquilidade, pelo menos para o Isaque, porque a Isabela foi para o parquinho com o papai, enquanto a mamãe aqui dava um jeito na bagunça da casa... :)

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Beijos
Camila Vaz

domingo, 9 de junho de 2013

Mãe e profissional: o equilíbrio.

Por Niélia, do blog Mãe da princesa Emanuela




Sempre, na minha aflição por realização pessoal e materna, pensava se não haveria de ter um meio termo que pudesse me satisfazer. Li muita coisa sobre o assunto, orei e me aventurei nesses quase 3 anos da Manú.


Uma vez uma pessoa me disse em tom de acusação, que eu sofria por que quis fazer tudo de uma vez só. Ser mãe, estudar e trabalhar. Semana passada escutei de novo isso. Só pra somar a minha montanha de culpas maternas! Mas de "verdade" .... não estou me permitindo mas sofrer nem me culpar (exercício mental rsrsrsrs porque me sinto assim sempre, mas um pouco de pensamento positivo é bom rsrsrsr), o que mas tem ocupado minha mente é que ninguém no mundo pode julgar minhas decisões e escolhas. 

O que percebo é que as mães que me falaram isso, não tem sua história em nada comparada a minha. Não estou menosprezando elas não.... são pessoas importantes em minha vida e com certeza tem muito a me ensinar. Mas não posso deixar que essas palavras me deixem pra baixo. 

A minha história está sendo escrita de acordo com minhas experiências e não posso viver dentro da caixa de culpa. Como se não acertasse nada na vida. Sou mãe, amo minha filha e amo ser mãe. Mas a vida moderna não nos permite mais "parar" no tempo. Também não dá pra fazer da minha filha o cordeiro imolado. Então fui em busca do tesouro escondido: O equilibrio.

Não, ele não é equilibrio por completo e nem dá pra ser. Tem dias que os sacrifícios vão acontecer e os dois lados vão perder ou ganhar. Desde que Manú tinha 7 meses eu voltei a estudar e quis muuuuuito entrar na área de cabeça. Mas não pude, as oportunidades foram mínimas e as condições péssimas. Fiquei sem babá para Manú muito tempo e sem condições financeiras para me aventurar. 

Fiz mil planos A, B, C, D etc. Mas eles não aconteceram. Ficava orando e pedindo a Deus que me ajudasse, me iluminasse pois tinha horas que não consegui enxergar a saída. Como muito lares, o marido não consegue dar conta sozinho do sustento, e as nossas listas de planos pessoais aumentam cada dia mais. Cheguei a conclusão que não podia mais ficar sem trabalhar. Não! eu não preciso trabalhar para sustentar a casa, mas os limites ficam estreitos quando queremos algo mais que pagar as contas e fazer o supermercado. E se alguém me criticar por dizer isso, não posso fazer nada. Pois cada um pode pensar o que quer!

Eu e Rogério sempre falamos em montar nosso próprio negócio. As idéias viam de todas as formas. Mas eu sempre tive medo. Queria muito, mas não de qualquer maneira. Queria capital pra investir, um bom local e uma proposta que tivesse boas chances de sucesso. Meu espírito empreendedora é um nível bem aguçado rsrs. Mas aí aconteceu ... vi um ponto comercial e a oportunidade excelentes. Deixei de lado algumas exigências e uni o útil ao necessário. Poder trabalhar e cuidar da minha filha sem precisar de babá integral.

Quando fechei o aluguel não tinha nenhum centavo, mas alguma perspectiva para conseguir. Deus me encheu de coragem. Sim, Deus. Só ele mesmo poderia fazer isso em mim. Aí, acontece o que tanto queria: o estágio na minha área. É rir pra não chorar... Decidi cumprir o estágio na carga horária exigida. Gastei toda a bolsa pagando uma babá pra Manú. Acordava as 4h30 da manhã. Ralei, senti o gostinho de ser profissional em uma área em pleno crescimento e com ótimas perspectivas, mas nem sempre oportunidades.

Quando estava estagiando, recebemos a notícia que o capital que precisávamos pra iniciar o negócio foi aprovado e ficamos de mão dele até terminar meu período. Na empresa, recebi uma proposta de trabalhar em outro setor. Proposta excelente fosse em outros tempos. Mas não dava pra voltar atrás e não queria.
Um salário pra mim que valesse todas as despesas que teria para pagar babá, escola e transporte para Manú demoraria muito pra acontecer. E ficar sem aproveitar nada "$" pra mim e deixar minha filha com os outros, deixar de fazer as coisas que amo fazer como: levar pra escola, cuidar dela quando está doente, cuidar da sua alimentação e dar atenção necessária, não valeria a pena de maneira nenhuma. Ficaria sem estar presente na vida da minha filha e sem dinheiro extra. Decidi abrir minha loja que não tem retornos financeiros a curto prazo também, mas que me proporciona ficar com minha filha integralmente.

Desde do dia 2 inaugurei minha loja. E tenho muitos planos ainda e desafios. Manú dorme na horinha dela tranquilamente, pois vem ficar comigo na hora que o pai vai trabalhar, por volta das 9h.  A loja fica bem pertinho da escola dela. Eu mesmo a levo pra escola e ela já não reclama mas de cansaço pois de casa pra escola era bem longe. Eu dou banho, almoço e brinco com ela. É claro que aqui é uma empresa. Mas é bem tranquilo por enquanto e dá pra ela ficar numa boa. Só vou a aula agora duas vezes por semana, vai prolongar ainda mas meu curso mas é o sacrifício necessário. Eu pego ela na escola.Ela vai pra casa da minha mãe com a ex-babá dela e fica até eu largar, meu pai me ajuda a levá-la pra casa. Ela dorme cedo e na minha companhia. Minha filha está mas tranquila, os problemas de adaptação da escola estão visivelmente melhor, a prisão de ventre controlada. E eu... muito realizada. É claro que abro mão de algumas coisas. Mas ganho em outras e assim vou seguir minha caminhada. 

Que sei que é a de milhares de mães corujas como eu. Sou mãe e preciso trabalhar e acho que uma coisa não deveria anular a outra, eu busco uma alternativa dentro da minha realidade e das oportunidades que me surgem. E vou seguindo... em busca do equilibrio da vida moderna.


Niélia por Niélia: Sou mãe da Princesa Emanuela que vai fazer 3 aninhos já. Esposa, dona de casa, estudo, trabalho... Sou uma pessoa normal e uma mãe apaixonada, aprendendo cada dia.

Participe deste espaço enviando um email para recantodasmamaes@yahoo.com.br