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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desmame Gradual

Fonte: Google Images

Comecei recentemente a buscar informações sobre desmame, tentando encontrar alternativas diferentes do desmame abrupto, que causa tanto sofrimento, stress e ansiedade nas mães e bebês.
Sei que essa fase algumas vezes pode ser complicada, mas tenho lido relatos de mães que tiveram um desmame super tranqüilo com seus bebês, desmame natural como aconteceu com a minha amiga Aninha, do blog O viajante de fraldinhas.
Quem não sonha com um desmame sem traumas ou sofrimentos...  Meu sonho também!
Nessa busca por informações tenho aprendido que ambos precisam estar prontos para o desmame, e algumas vezes mudanças físicas e emocionais podem ocorrer, e é preciso estar preparada para elas.
O desmame começa quando aos 6 meses são introduzidos alimentos sólidos e termina com a cessação completa da alimentação pelo leite materno. E o mais indicado é que esse processo seja gradual.
O meu filho já não pede para mamar na rua, o tempo de amamentação reduziu muito e tem mamado apenas antes de dormir, sem acordar durante a noite. Algumas vezes dorme sem mamar.
Espero que o processo siga tranqüilo...
Seguem algumas dicas para um Desmame Gradual retiradas do site:
www.ebah.com.br
E no Orkut, a Comunidade Desmame Gradual, tem sempre ótimas dicas também.


Dicas de desmame, para criancas maiores de 1 ano

Dicas do livro "Gentle Baby care", de Elizabeth Pantley
Primeira e importante questão: PORQUE desmamar?
Pergunte-se a razão da sua decisão. Não há uma época definida para o desmame, pois esse processo é muito diferente para cada mamãe e bebê. Não há uma razão padrão para a decisão do desmame.

Devagar é melhor:
Se você permitir que o processo ocorra gradualmente (num período de alguns meses), seu bebê e seu corpo irão se ajustando fazendo o processo mais fácil para ambos.
Método: "não ofereça, não recuse".
Não recuse dar o peito, mas também não o ofereça. Esta técnica permite uma redução gradual no número de mamadas, sem forçar e sem magoar ambos.
Isso funciona como um "teste" de quão fácil ou difícil o desmame será. Continue amamentando quando seu bebê pedir, mas não ofereça o tempo todo, automaticamente como algumas mães até acostumam a fazer.
Distração funciona!
Bebês são ativos, ocupados sempre, tire proveito dessa característica e tente distraí-lo com alguma coisa na hora que ele pede para mamar. Por exemplo, se seu filho geralmente mama quando acorda, você pode chegar com um brinquedo legal ou abrir as janelas e convide-o para ver os passarinhos lá fora. Nas primeiras vezes que você fizer isso seu bebê pode ficar confuso e reclamar um pouco, mas persista um pouco com a distração. Tente mais algumas vezes, mas se o bebê reclamar, chorar muito, amamente. Continue tentando de novo mais pra frente, um belo dia seu bebê vai te surpreender e pedirá pra abrir a janela para ver os passarinhos. Na hora de dormir, uma dica: se você sempre dá de mamar apos contar uma estória, prolongue essa estória de modo que ele durma antes do fim. . Distraia seu filho antes do momento acostumado de mamadas pouco importantes. Isto traz inovação e requer ajuda do pai ou de algum outro familiar. Os pais podem apresentar distrações muito interessantes. As mamadas mais importantes, como a de antes de dormir, são as últimas a serem deixadas. 
Num minutinho: a tática do "atraso":
"Você pode mamar depois que eu terminar de dobrar as roupas", aí quando você olhar ele vai estar ocupado com outras coisas. Ofereça o peito apos terminar com as roupas, se seu bebe ainda quiser.
Isso reforça a confiança e mostra ao seu bebê que você não esta ignorando suas necessidades. Você pode até tentar mais atraso: "Vamos esperar a hora da soneca".
Isso pode ser um modo efetivo de reduzir o número de sessões de amamentação diária.
Substitua leite materno por comidas sólidas:
Outra técnica que pode ajudar é substituir a mamada por mais comidas (se seu bebê já come e gosta de comidas sólidas, mais de 1 ano de idade). Se isso já acontece você pode tentar substituir outras formas de conforto e atenção das mamadas por coisas como ler livros, abraços, brincar juntos.
Evite seus cantinhos de mamar:
A maioria das mães tem um ou dois lugares favoritos para mamar, uma poltrona por exemplo. Se você quiser encorajar o desmame deve evitar esses lugares que podem despertar no seu bebê o desejo de mamar. Encontre outros lugares e combine essa dica com a técnica de distração (numero 3).
Encurte as sessões de mamar:
Outro passo em direção ao desmame é encurtar o tempo que você geralmente amamenta seu filho, e tente incluir uma distração no final da sessão.
Procure diminuir a duração de cada mamada. Depois de uma mamada curta, dê a seu filho um brinquedo interessante ou sugira alguma atividade que ele particularmente goste
Substitua brincar por mamar:
Algumas mães (às vezes mesmo sem perceber) usam a hora de amamentar como uma maneira de ter um tempo quieto e relaxante com seus bebês. Faça uma decisão consciente de substituir essa sessão de mamar por uma sessão de brincadeiras, em que você dá atenção completa o tempo todo. Seu bebê pode ficar tão contente com isso que poderá até esquecer de pedir para mamar.
Peça ajuda ao pai
Já que mamãe é igual a leite, peça ao seu marido para ficar com a criança nas horas em que ele geralmente mamaria, como por exemplo quando ele acorda ou antes de dormir. Isso requer mais paciência e jeitinho, mas pode ser uma ótima forma de criar novos padrões na rotina diária do bebê que não envolve amamentar.
A dança do desmame:
Não se surpreenda se seu bebê "captar" seu desejo de desmamar e de repente pedir para mamar como um recém-nascido!
Essa é uma resposta natural a uma grande mudança na vidinha deles. Geralmente o progresso do desmame não é uma linha reta, é mais como uma dança. Mas se você guiar essa dança com afeto e sensibilidade, acabará dançando no ritmo que escolheu.  


 Beijinhos,
Lauri, do blog Nosso Danielzinho

quinta-feira, 24 de março de 2011

Mamãe te ama tudo...

Post escrito por Beatriz Zogaib, do blog Vida da Mami


Voltando a falar de fases. Um dos meus irmãos adora tirar sarro da minha cara dizendo que eu estou na fase do "mamãe sabe tudo". Porque divido com minha cunhada dores e amores sobre os filhotes e as situações que enfrentamos por eles e com eles. Porque ignoro palpites incoerentes e intrometidos. Porque digo e repito, de formas diferentes, que mãe sabe o que faz. E não sabe?
Sabemos o que fazemos. Nós sabemos que tentamos fazer o melhor sempre e, mesmo quando erramos, sabemos que estamos erradas... E olha que saber que está errada não é fácil! Uma colega assumiu publicamemte em seu blog saber que está cometendo um erro ao chantagear a filha para conseguir o que quer. Que outro ser humano assume seu tropeço com tanta naturalidade? É claro que tem o famoso sentimento de culpa que nos faz achar que estamos erradas mesmo quando não estamos, mas até ele nos ajuda a saber encontrar a solução para nossos dilemas maternos.
Preste atenção, meu irmão e quem mais não compreender o que chamo de "síndrome da super mãe". Se tornar mãe é descobrir uma outra mulher que existe dentro de cada uma de nós. Poderosa. Que tem o poder de gerar, produzir o alimento do filho dentro do próprio corpo, cuidar, defender e amar como nenhum outro ser existente no mundo, nem mesmo o pai (ainda que ele tenha a mesma relevância na vida do filho). Um animal com instinto aguçado capaz de reconhecer a dor, a voz e o cheiro da cria sem pestanejar. Uma pessoa capaz de esquecer de tudo, de todos, inclusive de si mesma, para dar conta da prole. Costumo defender essas mulheres, até porque me tornando uma delas, percebi como ficamos diferentes depois da maternidade, como se ganhassemos uma varinha de condão para transformar a vida...
Mas, assumo. Mamãe não sabe tudo. Não sabe se tudo que ela faz está de bom tamanho. Não sabe se o filho sabe que tudo que ela faz é para o bem dele. Não sabe se a educação dada vai resultar num futuro em que seu filho esteja com tudo! Como saber? Só dá para sentir, intuir, querer e fazer detudo para que tudo aconteça.
Ando lendo bastante em fontes diversas para me nortear em algumas práticas, que são bem diferentes das teorias. Porque não sei tudo, quero saber! Vou ler muito mais ainda, mas já adianto que se Içami Tiba escreveu "Quem ama, educa!", eu concordo e complemento: "Quem ama, se preocupa!". Se preocupa em falar o "não" no tom certo, em não deixar porcarias entrarem no cardápio, em brincar, em escolher a melhor babá, a melhor escola e até a melhor faculdade! Se preocupa em educar, em criar, em se preocupar. E dessas preocupações, muitas vezes excessivas, surge uma fase pela qual muitas mulheres devem passar, que é a do "mamãe quer ser melhor em tudo". Quer tomar as melhores decisões, preparar as melhores comidas, inventar as melhores brincadeiras e saber a melhor maneira de lidar com o que nem sempre é o melhor que o filho dá. Sei que passa, que uma hora veremos que, embora sejamos super, não somos heroínas, apenas mães, e que melhor mesmo é assumir isso. No entanto, tem uma fase que surge desde o momento em que sabemos que seremos mães e que não passa... É a do "mamãe te ama tudo!"Ama você filhinho, com tudo que ela pode e até com o que não pode. Ah, mamãe pode tudo!

*Beatriz é jornalista, mãe 24hs por opção do lindo Leo, de 2 anos.

Assim como a Beatriz, você também pode participar deste cantinho como colaboradora, envie seu email para recantodasmamaes@yahoo.com.br

Equipe do Recanto

quinta-feira, 10 de março de 2011

Fases

Post escrito por Beatriz, do blog  Vida da Mami

"Na na não!". Essa tem sido a expressão predileta do senhor L. O garotinho fala com uma autoridade que você nem imagina e faz um bico que, se não fosse de birra, seria conquistador. A frase sai toda a hora, para tudo aquilo que ele acha que merece a negativa, quase sempre para algo que a mamãe precisa ou quer que ela faça... Meu marido também escuta, mas quem fica com ele o dia todo (eu) é a pessoa para quem ele mais gosta de falar.
No início dessa temporada de 'não', eu repreendia brava. Cheguei a ficar bem enfurecida, diga-se de passagem, mas, conversando com papai do "mandãozinho", vi que aquele não era o caminho. O gatinho quer mostrar que é leão. Ele quer contestar regras, broncas, fazer tudo aquilo que ele quer e não o que eu deixo. E diziam que isso só acontecia na adolêscencia...
Mudança de estratégia. Acalmei e aceitei. Continuo preferindo quando ele é aquele doce de menino que sempre foi, que entende nossas explicações sem reclamações. E é óbvio que digo para ele o quanto está exagerando no "não" e que já o coloquei até no tapetinho para pensar. Mas tento ficar calma, falar calmamente e não demonstrar que estou nervosa com a situação, pois parece que o que ele quer mesmo é ver a mãezinha louquinha! Se ele vê que não me tira do sério, ele não sai do sério. Me ajuda lembrar que o Leleco viu outras crianças com comportamentos negativos e que isso pode tê-lo influenciado. Melhora ainda mais quando penso que é uma fase. Tem que ser. Porque educação a gente dá e ele tem. Então é um período apenas e ponto.
 
Eu também estou numa fase. Querendo fazer tudo e nada ao mesmo tempo. Sentindo falta de algumas coisas e não querendo abrir mão de outras. Um pouco sem paciência. E, agora parando para refletir, ele pode estar sentindo esse meu momento e até respondendo ao mesmo da maneira que encontra para responder. Mas, filhinho, se a mamãe está chata, pensa comigo: é fase! Vai passar. Juntos, passamos por tudo e fazemos tudo passar. Não é verdade?

*Beatriz Zogaib é jornalista, mãe 24hs por opção. Seu filhinho Léo acaba de completar 2 anos: Parabéns!


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Equipe do Recanto


sábado, 29 de janeiro de 2011

Dentes para que te quero?

          Bebês felizmente nascem sem dentes, sempre pensava nisso quando comecei a amamentar. Depois que o desmame aconteceu, comecei a refletir sobre outro prisma.
          Realmente bebês/crianças/adolescentes e afins tem fases e mais fases.
          O que para mim foi bom num momento, hoje é um momento tenso. O meu filho demorou para começar a ter dentes, as pessoas até falavam que não era normal.
          A pediatra e a dentista sempre disse que quanto depois melhor. Ficava achando meio estranho um bebê de quase um ano não ter dentes, mas passou... os dentes chegaram.
          Os primeiros dentinhos não vieram com muito sofrimento, chegaram quase nas vésperas do aniversário de um aninho e trouxeram consigo uma bela diarreia.
          E pararam de nascer, e as pessoas voltaram a falar que era pra estimular dando alimentos menos picados.  Bem, o bebê aqui sempre comeu até pedra, não era esse o caso.
          Os outros dentinhos começaram a nascer faz mais ou menos um mês.
          As gengivas estão totalmente inchadas, bebê irritado no máximo, coceira para todo lado. Já peguei ele esfregando a gengiva no canto do rack da sala.
          A pediatra passou um remédio para acalmar. Pode ser usado de duas formas: passando diretamente na gengiva ou colocando o pózinho na mamadeira e ele mamando. Nem preciso dizer que ele não aceita eu passar na gengiva dele? Ou será que é preciso? Então coloco na mamadeira, e tem melhorado, enquanto o remédio faz efeito, acho que por umas duas horas ele fica mais calminho, menos irritado.
          São dentes de todo tipo: molares, caninos, pré molares, ciso (ops, ainda não).
          Infelizmente para o coça coça ele não aceita aqueles mordedores geladinhos, já tentei alguns. A única coisa geladinha que ele aceita é a garrafinha de água. Parece que quando ele está coçando os dentes com a garrafinha ele sente um alívio, e se falasse diria: Até que enfim isso tá passando!
          Sabe uma coisa que ele também adora, escovar a gengiva, ele pega a escova de dente e esfrega, e ás vezes pede para molhar a escova e continua no coça coça.
          Ainda bem, que isso é uma fase, mas uma que iremos passar!

Ana Carolina - @anacarolina