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terça-feira, 16 de abril de 2013

Xô!!!!!! Preconceito

Esta semana (21/03) assisti ao programa "Encontros com a Fátima Bernardes" na globo que abordou um tema muito interessante, e que nunca falamos sobre isso aqui no Recanto. Resolvi trazer o assunto para cá, pois somos mães e pais que amam seus filhos acima de tudo. 

O programa falou da dificuldade do filho falar para os pais, amigos e sociedade sobre a sua opção sexual. "Pai,mãe, família....... eu sou gay!"
Imagem do Google
Fiquei a tarde toda pensando sobre esse assunto. Andei na rua, entrei nas lojas, assisti a um filme e em todas as situações observava as pessoas e me perguntava "No que somos diferentes?"
imagem do google
Na cor da pele? Do cabelo? Na altura, nas feições, no peso? Sim, nessas e em muitas outras variáveis todos somos diferentes, mas convivemos com essas diferenças e as aceitamos. Por que então a dificuldade, ainda existente, em aceitar a opção sexual de uma pessoa que não nos é estranha, mas que faz parte da nossa família. Uma pessoa que amamos antes de saber se ela é gay?

Em toda a literatura encontramos casos de rejeição naquilo que nos parece diferente. Rejeitamos o que desconhecemos. Podemos dizer que: "Eu não quero comer quiabo", mas por que ao experimentar uma única vez, seu gosto não me agradou. Eu não quero conhecer o Amazonas, por que tenho medo de bichos, mas é só isso que tem lá? Eu não quero conviver com essa pessoa por que ela é velha, mas não ficaremos velhos um dia?" Rejeitamos o desconhecido e rejeitamos aquilo que não nos agrada. Mas espere......vivemos sozinhos na sociedade? Somos o centro do universo? E a felicidade do outro não importa?

Voltando ao assunto: "O que nos faz feliz? Amar alguém, ter uma família que nos ama e que amamos?" Nós podemos? E o outro também? É claro! 
imagem do google
Se a opção sexual, ser gay, lésbica e afins, é uma expressão do amor que um ser humano sente pelo outro, por que não aceitamos? 

Eu amo meu marido e não sou contestada por essa opção, apenas por que um dia Deus uniu um homem e uma mulher para que vivessem no amor e procriassem. Isso ninguém vai condenar, certo? Mas condenar um homem por que ele ama outro homem, nossa!!!! 
Então deixe-o viver infeliz toda a sua vida, para não contestar aquilo que a sociedade quer?Todos voltam para seus lares e enquanto um se alegra nos braços de sua mulher e filhos, o outro senta e chora, por que a sociedade não o quer ao lado de um parceiro/a que o faça feliz.!!!!!!1 É isso? Espero que não.

Enquanto escrevia esse texto, muitos jovens ensaiavam para contar aos pais, que não deixaram de ser homens e mulheres honestas, que estão estudando, trabalhando, construindo um mundo melhor, mas que tinham amor por outra pessoa do mesmo sexo e adorariam que a sociedade os deixassem ser felizes.

Enquanto escrevia esse texto, muitas crianças nasciam e daqui há alguns anos teriam que passar por essa conversa com seus pais.
imagem do google

Se é fácil falar em RACISMO, PRECONCEITO, BULLING, então que seja fácil pensar e aceitar o outro como um ser com direito há felicidade.
Se seu/ua filho/a é gay, abra seu coração e aceite-o, afinal você o amou desde o primeiro momento e não pode deixar de amá-lo. Sei que não é fácil entender ou aceitar, mas por amor aos nossos filhos temos que aprender a não ter preconceito, a não querer se achar melhor que o outro, a não oprimir os sentimentos, a construir um mundo melhor para todos.  

imagem do google
Beijocas
Cris Chabes


Leia um trecho dessa matéria que mostra o lado de uma menina cujos pais eram gays e o que ela faz hoje: 
"Durante toda a infância, a americana Abigail Garner sentia o coração acelerar toda vez que alguém mencionava a palavra "bicha" na sala de aula. De uma primeira geração de crianças criadas em famílias alternativas assumidas, ela cresceu mostrando o boletim escolar e negociando o horário de voltar para casa com uma mãe e dois pais - seu pai biológico decidiu viver com outro homem quando ela tinha 5 anos. Hoje, aos 33, é uma das mais conhecidas defensoras da causa gay no país, apesar de ser heterossexual. Desde 1999 escreve textos e dá palestras que ajudam filhos de homossexuais americanos - segundo estimativas, pelo menos oito milhões de crianças e adolescentes." continua aqui