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sábado, 23 de abril de 2011

MORAR NA IRLANDA - ELE LÁ E NÓS AQUI!

O Marcelo desde que entrou na faculdade comentava sempre que queria fazer intercâmbio. Estudar e trabalhar por seis meses fora do Brasil. Ele sempre foi determinado e por esse motivo acreditávamos neste sonho.
Quando estava no segundo ano da faculdade ele conseguiu um emprego registrado em que podia ganhar mais e guardar dinheiro para realizar seu sonho.
Combinamos que se junta-se metade do dinheiro nós ajudaríamos com o restante. E como de “grão em grão a galinha enche o papo”, esse dia chegou!
Ele começou a falar mais sobre o assunto e a pesquisar empresas que realizavam esse tipo de viagem.
Para mim, parecia que o sonho não se realizaria tão cedo, mesmo percebendo que todas as etapas estavam sendo concretizadas. Eu fingia que não via.

Após uma pesquisa por diferentes empresas que realizam esse tipo de viagem ele optou pela “Sem Destino”. Então um dia, sentamos todos á mesa e ele apresentou a documentação da viagem ( escola – nome e endereço, matricula do curso, passagem de avião – ida e volta, nome, endereço e telefone da host family “casa que hóspeda o estudante por um mês”, seguro saúde para 6 meses, passaporte e reais convertido em euro para abertura de conta na Irlanda – só assim é liberado o visto de permanência. Todo o processo de passagem, curso e hospedagem já saíram pagos daqui, senão ele não conseguiria o visto. Está foto é da família Sullivan que o acolheu por um mês na Irlanda. (Sr. Michael e Sra Ivone)

Naqueles dias minhas emoções se misturavam entre “meu filho está tão responsável e meu filho vai ficar sozinho lá fora – Meu Deus”.

Paralelo a tudo isso e talvez como uma forma de não pensar muito no dia da viagem, pensava em coisas práticas: roupa de cama e banho para levar, roupa de frio – era janeiro no Brasil e a viagem estava marcada para 23 de fevereiro e para isso procurei um brechó pois precisava de um casaco que agüentasse o frio de 2 a 5 graus, remédios que pudessem entrar no país, ensiná-lo a fazer comida, lavar roupa e se fosse preciso passar uma camisa já que as outras roupas ficariam escondidas embaixo dos casacos e cachecóis.

Então os dias foram se aproximando e a ida para o aeroporto era inevitável.
Almoçamos todos juntos e saímos cedo de casa. Ficamos umas duas horas no aeroporto, conversando, comendo, rindo e dando as últimas orientações.

Até que o vôo foi anunciado. Abraços apertados, beijos colados, palavras sufocadas e aquele brilho no olhar que diz: Eu Te amo, boa sorte, Deus esteja com você e nosso coração também! Assim, ele andou até o embarque e ….todos choramos como crianças – nós três aqui e ele sozinho lá.

Olha amigas mamães eu conversei com o marcelo e decidimos contar um pouco das aventuras dele morando sozinho por isso nós próximos 2 post falaremos sobre mais o assunto.

Beijocas e acompanhem essa aventura.

Cris Chabes

sábado, 26 de março de 2011

Aquela festa de aniversário foi inesquecível!


Quando o Rafael era pequeno adorava festinha de aniversário, mas na hora do parabéns sempre chorava. Vou contar
Não fiz festa de 1 aninho para meus meninos. Na época dos dois, as festas de aniversário não eram como as de hoje, com parques de diversão, jogos, brincadeiras, vídeo games, etc., era mais uma reunião de familiares e amigos na sala de casa mesmo.
Nem sempre tínhamos dinheiro suficiente para realizar uma destas reuniões e em certas ocasiões nós cantávamos “Parabéns” somente com os coleguinhas do prédio, no meio da tarde mesmo.
O Rafael sempre foi festeiro, mas na hora do parabéns ele chorava muito.
Quando ele fez 6 anos resolvemos juntar os amiguinhos todos do prédio, os amigos e os familiares e fizemos um bolinho no salão do prédio.
Até hoje quando vemos as fotos eles falam deste dia, pois dei carta branca para que os dois convidassem todos os coleguinhas….mas eu morava em um condomínio com 11 prédios…e o Rafael nasceu neste lugar….na hora da festinha eu só via criança chegando….criança que eu nunca tinha visto….criança de todas as idades….Em um determinado momento perguntei para eles: “Vocês realmente conhecem todas essas crianças? É claro, mãe é a turma do futebol, do parquinho, do prédio, da escola!”
Deixa eu explicar: Quando o Marcelo tinha 5 anos um coleguinha do prédio fez uma festinha no salão e na ocasião eu e a mãe do menino não nos falávamos muito, por conta disso, meu filho ficou de fora da festa. Ele chorava muito sem entender direito e eu não podia falar nada, pois os dois (as crianças) eram amigos. Assim, sempre que fazia uma festinha deixava eles convidarem todos os amigos mesmo que eu não conhecesse a família pois nem sempre criança entende os “problemas” dos adultos.
Enfim, a festa “bombou” e os meus filhos curtiram até o final.

Acho que o mais importante é a criança se divertir. Não importa se o salgadinho é bolinho de bacalhau ou coxinha, se tem refrigereco ou refrigerante, as crianças querem é festejar com os amigos….e isso eles fizeram!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Encontros e Despedidas

Sentir saudades virou algo corriqueiro em minha vida. Estando aqui, estando lá, sempre vou sentir falta de alguém muito importante.
O tempo ajuda a lidar melhor, a administrar os momentos de profunda tristeza e solidão, mas apagar nunca, o tempo nunca apaga aquela saudade do peito.

Quando vai chegando a época de rever quem tanto amamos uma euforia gostosa começa a tomar conta de tudo, a ansiedade bate e os minutos são contados em uma alegre espera.

Sobre despedidas, não gosto mesmo!
Parece que uma parte da gente fica, e a outra se torna infeliz por um bom tempo.
Dizer adeus ainda é algo muito doloroso pra mim, há 3 anos nessa vida e ainda não me acostumei. Nem pretendo.

Encontros e despedidas é uma música linda, de Milton Nascimento e que me emociona sempre.
Há alguns anos Maria Rita a regravou de forma divina, e é nesta versão que eu me inspirei para escrever este post.

Beijocas e um 2011 cheio de paz, saúde e encontros para todas nós.
Aninha
Blog: O Viajante de Fraldinhas
Twitter: @oviajantejorge

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Saudade das Coisas Simples!




Naquela tarde senti um puxão em meu braço, estava quase dormindo no sofá quando de súbito fui acordado pelo meu filho.


Olhando para mim com um sorriso imenso que me deixava desconcertado, suas mãos cheias de pequenas peças desses jogos de montar, pedia de uma forma tão doce e pura que brincasse com ele.

Sentamos juntos no tapete da sala, o sol entrava pela sacada e inundava nosso solo sagrado da brincadeira.

Entre uma peça e outra que ia dando forma a uma nave espacial ou algum robô, observava o rosto infantil de meu menino. Suas bochechas rosadas e o sorriso largo que mostrava o dente da frente faltando, e ele nem se importava com isso.

Em sua mente infantil criava os cenários mais incríveis, coisas que deixei de imaginar e sonhar há muito tempo. Pequenas peças acabaram de se transformar em uma imensa e poderosa nave espacial.

Como algo tão pequeno e simples como pequenas peças de montar podem trazer tanta felicidade a uma pessoa?

Naquela tarde, senti saudade. Uma grande saudade, daquelas que lembram que existe um espaço vasio em nosso ser, que nos fazem recordar que algo esta faltando.

Senti saudade de coisas simples.

Senti saudade do tempo que sentar no chão para brincar era o maior compromisso do dia. Saudade de uma época em que tínha a opção de escolher deixar tudo para o lado para orar, ou simplesmente ficar a sós com o Pai, sem compromissos agendados ou propósito específico em mente.

Não falo de minha infância ou adolescencia, estou falando das coisas de nossas vidas que ficaram para trás. Senti saudade de um tempo em que não se tinha ambição de ser restituído, ou abençoado, nem mesmo sabia o que eram estes termos, pois os termos que conhecia e ardiam na minha vida eram simples, como "graça", "salvação", "Nova Terra".

Senti saudade de uma época que olhavamos para os lados e não nos perguntávamos se estávamos sendo relevantes ou se nos identificávamos com algum grupo, o que víamos ao olhar aos lados era a necessidade de Jesus na vida das pessoas, e a elas nos dedicávamos, indo em suas casas, orando com elas, alimentando quem tinha fome, vestindo quem tinha frio, sentindo em nós as dores que viviam, chorando as suas lágrimas.

Senti saudades de ler a Bíblia sem analisá-la, examinar ou esquadrinhar. Ler somente, para me alimentar, para ser confortado, sem querer provar nada, ou me engrandecer de estar fazendo isto ou aquilo certo, mas ser corrigido, amansado, orientado, alimentado.

Senti saudade de louvar, mas louvar para o Pai, sem necessariamente ser estravagante, sem pedir que chova ou que incendeie , somente louvar, um daqueles velhos e lindos canticos do hinário, algo com uma letra simples como " Quão grande És tú, Quão grande És tú!"

Senti saudade de ouvir a exposição da sã doutrina. Palavra pura, não distorcida, nem maquiada, não manipulada, somente a palavra, pura, verdadeira, direta do Pai, sem promessas de riquezas ou benefícios, mas de conforto na dura e negra luta.

Estas coisas simples que faz muito tempo que não vejo, nem experimento, por que deixamos de lado as coisas simples para não sermos simplistas, e criamos tanta fantasia para ter alguma distinção que nem lembro aonde foi que o caminho ficou para trás.

Senti saudades, do Pai.

Está difícil demais ouví-lo nessa multidão, são tantos pastores, ministros, bispos, apóstolos, ministérios e comunidades que sua voz esta sendo abafada. Como era mesmo sua voz?

Senti saudades, e foi bom sentir saudades, algo em mim me diz que tem um longo caminho de volta, mas não estarei sozinho.






Reflita...

Michele Alves
Twitter: michele_saj
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