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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vamos dormir!?!?

Vocês se lembram do salto que a ginasta Dayane dos Santos fazia em suas apresentações de ginástica artística? Então, Sophia com quase seis meses de gestação dava vários “duplo twist carpado” muito melhores que a autora do salto. Nunca vou me esquecer à sensação de quando senti a Sophia se mexer pela primeira vez, parecia um frio na barriga, como aqueles que a gente sente no carro quando estamos em uma velocidade mais alta e passamos por uma grande lombada.

Quando Sophia começou a crescer, o ballet começou a virar judô. O espaço dentro da minha barriga começou a ficar escasso, e era cada vez mais constante o encontro pés/costela. Olha, isso não era muito legal. Eu tinha que fazer um malabarismo com o corpo para que Sophia procurasse outra posição para tirar uma soneca.

Graças a Deus eu não sei o que é enjôo nem azia, mas nos primeiros meses de gestação, eu fiquei bem sensível, chorava vendo um passarinho voar. Minha mãe disse que eu chorava e falava “ninguém me ama, ninguém me quer”. Sono? zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz .... meu Deus, como eu tinha sono! Eu já sou preguiçosa por natureza, mas na gravidez, eu só pensava em dormir. Eu chegava em casa do trabalho lá pelas 19 horas, tomava um lanche, ia para o banho e me deitava quando começava a novela (na época passava “A Favorita”). Eu tinha que deixar a televisão com o “sleep” programado, porque eu não conseguia chegar a metade do capítulo acordada.

Deus foi bem sábio fazendo a mulher grávida sentir sono! Futuras mamães: DURMAM!!! Se puderem, durmam sempre que esse sono vier. Eu sempre tirava um cochilo depois do almoço no consultório da mãe.

Dormir durante a noite era um prazer, várias horas para relaxar. Mas durante a minha gestação, parecia que o sono era mais leve, acordava com facilidade. A única coisa que foi difícil fazer foi deixar de dormir de bruços. No final da gestação, meu médico pediu para eu sempre deitar com o lado esquerdo do corpo para baixo. Eu até tentava, mas daí eu acordava e estava de bruços novamente. No último mês de gestação eu brigava com a cama. Sophia só dorme de barriga para cima!



Aqui vão cinco dicas bem simples e que fazem uma diferença bem grande durante os nove meses de gestação:

1. Coma algo leve antes de dormir, em pequena quantidade, como um copo de leite e uma bolacha. Assim, evita-se acordar com fome no meio da noite;
2. Use roupas largas e confortáveis. Uma boa dica é dormir sem calcinha. Grávida tem excesso de secreção vaginal e a medida evita infecções;
3. Procure dormir oito horas por noite. Faz bem à saúde. E, depois que o bebê nascer, vai ser mais difícil descansar;
4. O ideal é dormir de lado. Prefira o esquerdo, porque nessa posição você não comprime a veia cava e não prejudica a circulação;
5. Três travesseiros fazem toda a diferença. Coloque um sob a cabeça, um abaixo da barriga e outro, mais fino, entre as pernas.

Beijos e comenta, 

Marcella Ruschel Stelle


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sou mãe! E agora?



Por Bárbara Vitoriano, do blog Sou mãe e agora?

Minha gravidez não foi planejada! Para falar a verdade eu levei um grande susto quando descobri que estava com 5 semana de gravidez e que seria mãe dentro de 8 meses. E eu passei por todas as fases: o susto, o desespero, o medo, as dúvidas, a ansiedade, o entusiasmo e a imensa felicidade após o nascimento.

Eu tinha 22 anos quando, por um exame de ultrassom, foi possível ver o saco gestacional. Saindo da clínica, eu me perguntei: Sou mãe! E agora? Eu ainda não conseguia dimensionar a situação, entender o que significava gerar uma criança, cuidar, criar, educar e levar esse filho na mente e no coração para o resto da vida mesmo quando não necessitar mais dos meus cuidados. Essa foi a fase do susto. 

Passado o primeiro impacto veio o desespero e o medo. Não vou dar conta, não sou capaz, não tenho estrutura para criar um filho. Eu pensava muito nisso, e quase fiquei louca em imaginar que eu seria responsável por uma outra vida. Nesse momento, o apoio da família foi fundamental. 

E aí eu entrei na fase das dúvidas. Devorava livros, revistas, sites, blogs e tudo o mais que encontrava pela frente. Eu sentia necessidade de entender biologicamente, psicologicamente e mais um monte de "mente" o que acontecia comigo e com aquele serzinho que se formava dentro de mim. 

Com o avanço da gravidez, a descoberta do sexo e um avalanche de sensações, eu entrei na fase da ansiedade e entusiasmo. Comecei a curtir muito a gravidez. Revi meus conceitos, meus planos e incluía minha filha em todos eles. Amava quando ela mexia na barriga, os paparicos que eu recebia, tudo era maravilhoso! Arrumei tudo para sua chegada. 

8 meses após a descoberta da gravidez, eu finalmente senti uma felicidade, um amor, uma plenitude que não julguei que fosse capaz de existir. Nascia ali, minha filha, o amor da minha vida. Aquela que é hoje, o meu rumo, o meu norte, meu tudo. 

Hoje sou mãe! E agora? Agora eu sou feliz! 

Bárbara Vitoriano é mãe da Júlia. Jornalista e blogueira, trabalha com conteúdo para a web e mídias sociais. Se aventura no mundo da fotografia, artesanato e literatura. Pisciana dos pés à cabeça deve viver em algum mundo paralelo. Ainda acredita nas pessoas e em um mundo melhor e é feliz por isso. 

Participe deste espaço enviando um email para recantodasmamaes@yahoo.com.br

terça-feira, 3 de abril de 2012

Grávidas no Volante: Cuidado !!!


Gravidez não é motivo para abandonar o cinto de segurança. Seja por desconforto, medo de machucar o bebê ou falta de costume, não há desculpas para não usá-lo. Mas a gestante deve saber como colocá-lo da melhor forma, para evitar incômodos sem deixar de proteger seu corpo. Veja o que a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) recomenda:

- O cinto na forma de três pontos é o mais indicado – o outro tipo mais comum é o sub-abdominal, encontrado em ônibus, avião e no banco traseiro de alguns automóveis


- A faixa diagonal (também chamada superior ou pélvica) deve passar no meio do ombro, depois entre os seios e ficar lateralmente ao abdômen, nunca sobre ele


- A fita sub-abdominal – ou inferior – deve ser encaixada no quadril, abaixo da barriga, na região superior das coxas


- Nunca coloque a faixa superior debaixo do braço ou da axila


- Não se sente sobre a faixa inferior com a intenção de usar apenas a superior


- Em veículos com
airbag, afaste o banco o máximo possível. Quando estiver dirigindo, deixa a uma distância confortável em que consiga alcançar o volante e os pedais do carro de forma adequada. Os benefícios do airbag são superiores aos riscos que ele oferece à grávida

Alberto Sabbag, médico e diretor da Abramet, explica que o uso do cinto é imprescindível, mesmo quando houver apenas o tipo sub-abdominal. De qualquer forma, ele aconselha que a grávida se afaste pelo menos 20 cm do painel do carro – com
airbag ou sem.

Grávida pode dirigir?


Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, recomenda que as gestantes dirijam sempre que se sentirem confortáveis e seguras para tanto. “Se a mulher não tiver problemas na gravidez e a barriga não estiver incomodando ao sentar no banco, ela pode dirigir sem problemas”, diz.


É preciso ficar de olho na movimentação do bebê, pois ela pode distrair a grávida no trânsito. Além disso, as condições da gestação e o inchaço nos pés são fatores que devem ser avaliados antes de pegar o carro. “Se os pés da grávida estiverem muito inchados, ela deve usar sapatos fechados e não sandálias para dirigir”, recomenda Alberto Sabbag.


O importante é que a gestante se sinta bem e confiante o suficiente – e, ainda, que seu médico esteja de acordo com sua opção. O código de trânsito vigente no Brasil não restringe a direção na gravidez. Mas quanto ao cinto de segurança, ele é obrigatório em qualquer situação e a todos os ocupantes do veículo. 

 
Eu fui dirigindo pra maternidade e você até quando dirigiu na sua gravidez e quais os cuidados que tomou?
Conta pra gente !!!


Esse foi meu recado de hoje.
Corram que tem sorteio no Make Viagem !!!
 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Produtos de cabelo permitidos na gravidez

grávida

A boa e velha escova feita com o secador não tem contraindicação na gravidez.

Oi,amores lindos!
Gravidez não é mais sinônimo de cabelos feios,raiz do cabelo enorme,ressecados,enfim,trouxe ótimas dicas pra vocês,grávidas de plantão ficarem com os cabelotes lindos!

Os obstetras têm bons motivos para proibir o uso de alisantes na gestação. Além do risco de causarem alergia, por causa da sensibilidade aumentada da grávida, eles são nocivos ao bebê.

A mais nova evidência disso vem da tese de mestrado do biólogo Arnaldo Couto, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, no Rio de Janeiro, publicada em julho. Após analisar 150 compostos de alisantes e tinturas, Arnaldo identificou 32 substâncias que, usadas no primeiro e no segundo trimestres da gravidez, aumentam em até três vezes o risco de leucemia aguda antes dos 2 anos.

As escovas progressivas também não servem para você. "Muitas fórmulas ainda trazem formol, substância que já está proibida em cosméticos capilares por ser abortiva e cancerígena", alerta a engenheira química Camila Cerdeira, da K.Pro Profissional, em São Paulo.

Mas, se não aceita a ideia de trocar o time das lisas pelo das cacheadas, não precisa passar os próximos nove meses de mal com o espelho.

A boa e velha escova feita com o secador não tem contraindicação e evoluiu (agradeça à tecnologia!). O uso de escova térmica e secador com íons negativos, por exemplo, fecha a cutícula dos fios e melhora a hidratação. "Isso diminui o arrepiado e intensifica o brilho", afirma o técnico Augusto Moraes, da Ga.Ma Italy, em São Paulo. Os modelos com turmalina aumentam em dez vezes esse efeito, e os de cerâmica previnem o ressecamento.

Também a nova geração de finalizadores conspira a favor dos lisos. Além de proteger do calor do secador e da chapinha, eles facilitam a escovação e fazem o liso durar mais. "É só espalhar um pouco na palma das mãos e aplicar ao longo do comprimento e nas pontas", diz a cabeleireira Cris Calçolari, do salão L'Officiel III, em São Paulo.

Aliados fora de série


Liberados na gravidez, estes produtos atuam como coadjuvantes da escova e fazem muito mais do que proteger os fios do calor do secador e da chapinha

produtos
Foto: Divulgação
1. Blow Out Balm Catwalk, da Tigi. R$ 83,50*
2. Straight Works, da Paul Mitchell. R$ 93*
3. Silk Result Straight Smoother, da Joico. R$ 105*
4. Stylist Series HeatProtective Silk Straightening Cream, da Kiehl's. R$ 79*
5. S4U X'RebeL Optimal Smooth Control, da Alfaparf. R$ 62,50*
produtos
Foto: Divulgação
1. Flatliner Steek Osis+, da Schwarzkopf. R$ 102*
2. Style Masters Reset Control Bálsamo Alisante, da Revlon. R$ 76,50*
3. Tratamento Preventivo PróV Liso Extremo, da Pantene. R$ 9*
4. STY! Easy Brushing Leave-in, da Niasi. R$ 47,70*
5. Hidratante sem Enxágue Efeito Liso, da Acquaflora. R$ 19*


*Preços pesquisados em agosto de 2011.



Michele Alves
Twitter: michele_saj
Quer um layout personalizado?
Beijos,amo vocês!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Grávidas... Até quando trabalhar?


As mulheres estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho. Nessa trajetória, enfrentam muitos desafios, como dupla jornada e a maternidade. Mas, é possível evitar que a gravidez atrapalhe a profissão? A resposta é sim.




Claro que tudo vai depender do estado geral de saúde da grávida. Se a gestação for normal, e a profissão não oferecer riscos nem para a futura mamãe, nem para o feto, nada impede que continue trabalhando. Mas, atenção:



# O primeiro a saber sobre a gravidez deve ser o chefe imediato. Seria muito constrangedor ele descobrir a novidade através de um colega de trabalho. 

# Informe, também, com antecedência, quando você pretende sair de licença-maternidade, para dividir suas tarefas entre os outros profissionais, se for o caso.


# Escolha o momento certo para dar a notícia. Fale em particular, de preferência na sala dele, para que não sejam ouvidos.
# Demonstre que nada mudou. Você continua disposta a trabalhar e a colaborar para o crescimento da empresa.
# Não use a gravidez como desculpa para faltar ao trabalho ou tirar algumas vantagens. É fundamental manter o profissionalismo.
# Se precisar sair para algum exame ou uma consulta médica, avise com antecedência.
# Evite acumular serviço e não banque a Mulher Maravilha. Se for necessário, peça ajuda de algum colega, mas não esqueça de retribuir a gentileza assim que possível.

Com o aval do obstetra

Sintomas como azia, náuseas, tonteiras e vômitos são naturais nos primeiros meses. Para preveni-los, evite frutas cítricas, comidas gordurosas e condimentadas; coma devagar; diminua a quantidade de café; faça refeições leves e com pequenos intervalos. E fique distante de cheiros fortes, inclusive dos perfumes.

Na primeira consulta ao obstetra, fale das suas condições de trabalho: a carga horária, quanto tempo passa sentada ou de pé, o veículo que usa, a distância entre sua casa e o trabalho, se viaja, se as tarefas são estressantes, se fica em contato com substâncias tóxicas, químicas, com vapores ou radiação. A partir daí, ele vai avaliar se você poderá continuar trabalhando normalmente.

Atenção!
Quando a mulher apresentar hipertensão arterial, sangramento vaginal, risco de aborto ou outra complicação, o médico poderá aconselhar que interrompa, temporariamente, o trabalho.

Gestantes expostas a metais pesados (como o chumbo e o mercúrio), devem mudar de atividade. Essas substâncias podem provocar malformações no bebê.

Cuidados importantes

# Descanse sempre que possível.
# Caso fique muito tempo de pé, faça pequenos intervalos, sente-se e coloque as pernas para o alto, por alguns instantes. Se, ao contrário, passa muito tempo sentada, a cada duas horas levante-se e ande um pouco.
# Use roupas e sapatos confortáveis.
# Nas reuniões, procure sentar-se próximo à porta. Assim, quando sentir vontade de ir ao banheiro, de tomar um café ou esticar as pernas, não estará atrapalhando ninguém.
# Alimente-se adequadamente. Leve, na bolsa, uma fruta ou um iogurte para o lanche. E mantenha sempre uma garrafinha de água sobre a mesa.
# Evite levantar ou empurrar objetos pesados e, ainda, subir escadas desnecessariamente.
# Não se exponha a substâncias tóxicas.
# Crie um ambiente de trabalho confortável: boa iluminação, temperatura adequada e uma cadeira com apoio para sua coluna são fundamentais.

Até quando trabalhar?

Depende do seu estado de saúde e da atividade que você desenvolve. Geralmente, os médicos recomendam que as mulheres que trabalham muito tempo de pé parem, pelo menos, duas semanas e meia antes da data prevista do parto. Aquelas que trabalham sentadas podem esticar até uma semana e meia antes. Se existe algum tipo de esforço físico, melhor sair de licença antes de virar o nono mês.



Abraços Paternos!
Marcelo Vieira

Fonte:
Lílian Luz
http://www2.uol.com.br/topbaby/conteudo/secoes/gravidez/familia/927.html

sábado, 9 de julho de 2011

Final da Gravidez

Tenho uma amiga que está no final da gravidez e as ansiedades e preocupações constantes que antecedem o nascimento mexem com toda a família e amigos. Todos queremos que tudo corra bem. 
Assim, mesmo depois de já ter sido mãe duas vezes, pesquisei sobre os sintomas físicos e emocionais que cercam a mulher que está gravida neste momento. 
Espero que ajudem outras mamães que estão neste período. 
Beijocas
Cris Chabes




 Sintomas, sinais e sensações Importante: você pode apresentar todos ou somente alguns dos sintomas descritos. Além de alguns sintomas que continuam do mês passado.
 Físicos:
   Menor movimentação do bebê dentro do utero (devido à falta de espaço);
   Aumento da umidade vaginal (leucorreia), de forma mais abundante;
   Congestão nasal e sensação de entupimento do ouvido;
   Prisão de ventre;
   Âzia e dificuldade de digestão;
   Câimbras nas pernas;
   Aumento do inchaço dos tornozelos e dos pés, e às vezes também das mãos;
  
 Possíveis dores de cabeça, às vezes desmaios e tontura;
   Algumas veias varicosas e/ou hemorróidas;
   Aumento da dores nas costas e da sensação de peso nas pernas;
   Respiração mais fácil quando o bebê se posicionar mais para baixo;
   Maior estímulo a urinar, depois que o bebê se posicionar mais para baixo;
   Insônia;
   Sensação de coceira no abdomen;
   Aumento na intensidade das Contrações de Braxton Hicks;
   Colostro, que pode gotejar dos seios;
   Sensação de incômodo ou adormecimento das nádegas e da pelvis;
   Períodos alternados de maior energia ou maior cansaço;
   Aumento ou perda do apetite.
 Emotivos:
   Aumento da ansiedade, excitação e preocupação com relação ao bebê e ao parto;
   Períodos maiores de distração e falta de concentração no que se está fazendo;
   Um sensação de alívio maior ao pensar de que a gravidez está chegando ao fim;
   Impaciência e Inquietação;
   Sonhos e fantasias sobre como será o bebê.





Mais informações em 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Toda mulher tem direito a uma gravidez saudável e a um parto seguro



Recentemente recebi uma cartilha super interessante que cita os direitos das mulheres em período gestacional, direcionada a grávidas cobertas pelo Sistema Único de Saúde, mas que também pode ser aplicada a gestantes cobertas por plano de saúde privado. Vou compilar alguns deles e repassar aqui no Recanto, já que devem ter ampla divulgação para que possam ser devidamente respeitados.

TODA MULHER TEM DIREITO A UMA GRAVIDEZ SAUDÁVEL E A UM PARTO SEGURO.  
Embora a saúde seja um direito de todos, conforme diz a Constituição Federal, muitas vezes esse direito é desrespeitado e o acesso ao atendimento é dificultado. Às vezes isso acontece porque as pessoas desconhecem seus direitos. Sabemos que, se a população tiver informações a respeito das leis, do funcionamento dos serviços e sobre os atos dos profissionais de saúde, isso poderá ajudá-la a exigir o tratamento digno a que todo cidadão tem direito. Quando você está grávida, tem direitos que devem ser respeitados para que sua gravidez seja saudável e seu parto seguro.  

Nos SERVIÇOS DE SAÚDE  você tem direito a: 
i) Ser atendida com respeito e dignidade pela equipe de saúde, sem discriminação de cor, raça, orientação sexual, religião, idade ou condição social. 
ii) Um serviço de saúde de qualidade deve atender a gestante  de forma humanizada, criando alternativas para evitar longas esperas e procurar lhe dar prioridade nas filas. Isto também é qualidade de atenção à saúde. 
iii) O Pré-Natal deve ser iniciado assim que for confirmada a gravidez. Em todas as consultas pré-natal, o médico deverá medir sua pressão arterial, verificar seu peso, medir sua barriga e escutar o coração do bebê. 
iv) Exames do Pré-Natal: Fique atenta e veja o que é considerado o mínimo de exames a serem feitos:
  • Exames de Sangue: para descobrir diabetes, sífilis, HIV, citomegalovírus, toxoplasmose, rubéola e anemia e classificar o seu tipo de sangue;
  • Exames de Urina: podem descobrir infecções e presença de proteína na urina;
  • Exames ultrassonográficos para avaliação do desenvolvimento gestacional;
  • Preventivo de Câncer de Colo do Útero (Papanicolau): esse exame informa sobre a existência de problemas que  podem levar ao câncer de colo de útero, permitindo o tratamento imediato. Devendo ser realizado a cada três anos. Caso você não tenha feito neste período, deve fazer no pré-natal;
Fique atenta a SEUS DIREITOS NO PARTO:
O parto é considerado uma urgência e o seu atendimento não pode  ser recusado em nenhum hospital ou maternidade. Se a unidade de saúde não puder atendê-la naquele momento, os profissionais de saúde devem examinar você antes de encaminhá-la para outro local. Você só poderá ser transferida se houver tempo suficiente para isso e depois de terem sido confirmadas a existência de vaga e a garantia de atendimento no outro estabelecimento de saúde.

Durante a INTERNAÇÃO e NO TRABALHO DE PARTO, você também tem direitos: 
i) De ser escutada em suas queixas e reclamações e ter as suas dúvidas esclarecidas.
ii) De expressar os seus sentimentos e suas reações livremente. Não se envergonhe nem se intimide se você tiver vontade de chorar, gritar ou rir. Essas são reações normais, que podem ocorrer durante o trabalho de parto com todas as mulheres. Nenhum profissional de saúde pode recriminar você por isso.
iii) As roupas utilizadas durante o trabalho de parto devem ser confortáveis e estar de acordo com o seu tamanho. Devem ser de tecidos e modelos que não exponham o seu corpo, causando-lhe constrangimento.
iv) Caso você queira contar com a presença de acompanhante no momento do parto, como o pai da criança, parente ou  pessoa amiga, solicite isto ao serviço que está atendendo você. De preferência, acerte isso antes do parto.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA O SEU BEM-ESTAR:
i) Nem sempre é necessária a realização da  lavagem intestinal e da raspagem de pêlos antes do parto. Converse sobre isso com seu obstetra.
ii) Muitas vezes, durante o trabalho de parto, você poderá receber alimentos líquidos (sucos, sopas, caldos). A equipe de saúde lhe dirá se você  precisa ficar em jejum em situações especiais. 
iii) O soro com medicamentos para apressar o parto só deve ser utilizado em situações especiais. Se este for o seu caso, solicite à equipe médica que lhe explique as razões de uso do soro. Você tem o direito de ter um parto normal e de ser atendida por uma equipe preparada e atenciosa. Na grande maioria dos casos, o parto normal é a maneira mais segura e saudável de ter filhos e deve ser estimulado através de uma assistência humanizada, gentil, segura e de boa qualidade, para você e seus acompanhantes. 

PARTO SEM DOR: 
Cada mulher e cada parto são diferentes. A dor no parto costuma ser uma dor forte, mas muitas mulheres acham que é  uma dor suportável e preferem não ter anestesia. Se você sentir necessidade, peça anestesia no caso de um parto normal, inclusive nos hospitais públicos ou conveniados ao SUS. 

DICAS PARA ALIVIAR A DOR: 
i) Estar na companhia de quem você gosta e confia;  
ii) Banhos de água morna, podem ser de chuveiro, com a água caindo em cima da barriga e 
das costas;
iii) Caminhar durante o trabalho de parto pode facilitar a descida do bebê. Faça isto se for confortável para você;

Quando O BEBÊ ESTÁ NASCENDO: 
Às vezes, o médico faz um corte na vagina, a chamada episiotomia, que pretende evitar o rompimento da pele, mas nem sempre ela é necessária.
  
Se você PRECISAR de uma CESÁREA ou se você OPTAR por uma CESÁREA: 
Em alguns casos, a cesárea pode ser necessária para proteger você e o bebê; mas você tem o direito de ser informada dos motivos para fazer esta cirurgia. Os motivos podem estar ligados a:
  • Posição da criança não adequada (ao invés de ela estar de cabeça para baixo, está sentada);
  • Não houve boa dilatação do colo do útero;
  • A criança é muito grande;
  • A bacia da mãe é muito pequena, não dá passagem para a criança;
  • Durante o trabalho de parto, surge o sofrimento fetal (demora que pode causar falta de oxigenação), quando esperar o desenrolar do trabalho de parto pode ser prejudicial à saúde do bebê;
  • Descolamento prematuro da placenta (que ocasiona hemorragias e falta de oxigenação);
  • Encurtamento do cordão umbilical;
  • Mãe de primeiro filho idosa;
  • Eclâmpsia ou pré-eclâmpsia (acesso convulsivo da parturiente);
  • Insuficiência placentária;
  • Sensibilização do feto pelo fator Rh;

DEPOIS DO PARTO você tem direito a:                                                                                                   
i) Ter a criança ao seu lado e amamentar. Vocês só precisam ficar separados se algum dos dois tiver algum problema.
ii) Receber orientações sobre a amamentação e suas vantagens, para você e para a criança. 
iii) No momento da alta você deve sair com orientações sobre quando fazer a consulta de pós-parto e do controle do bebê.

DIREITOS TRABALHISTAS {garantidos pela CLT}:
i) Sempre que você for às consultas de pré-natal ou fizer algum exame necessário ao acompanhamento de sua gravidez, solicite  ao médico responsável uma declaração de comparecimento. Apresentando esta declaração à sua chefia você terá sua falta justificada no trabalho; 
ii) Você tem o direito de mudar de função ou  setor no seu trabalho, caso o mesmo possa provocar problemas para a sua saúde ou para a saúde do bebê. Para isso, apresente à gerência um atestado médico comprovando que você precisa mudar de função; 
iii) Enquanto estiver grávida,  e até cinco meses após o parto, você tem estabilidade no emprego e não pode ser demitida, a não ser por “justa causa”, isto é, nos casos previstos pela legislação trabalhista (se cometer algum crime, como roubo ou homicídio, por exemplo);
iv) Você tem direito a uma licença-maternidade de 120 dias — recebendo salário integral e benefícios legais a partir do oitavo mês de gestação, caso você assim necessite; 
v) Até o bebê completar seis meses, você tem direito de ser dispensada do seu trabalho todos os dias, por dois períodos de trinta minutos, para amamentar;
vi) O papai tem direito a uma licença-paternidade de cinco dias, logo após o nascimento do bebê; 

Conhecendo os seus direitos, você pode exigi-los e  fazer com que sejam cumpridos. Mas, caso estes  direitos não sejam respeitados, procure os sindicatos ou associações de sua categoria profissional, para encontrar uma  solução. Se a sua categoria profissional não tiver sindicato ou associação, você pode buscar ajuda diretamente na Justiça do Trabalho ou no Ministério Público.

DIREITOS SOCIAIS:
i) Em várias instituições  públicas e privadas existem guichês e caixas especiais ou prioridade nas filas para atendimento a gestantes. Procure informações no próprio estabelecimento. 
ii) Não aceite agressões físicas ou morais por parte de estranhos, do seu companheiro ou de familiares. Caso isso aconteça, procure uma delegacia, preferencialmente a delegacia da mulher  para prestar queixa. 

Os direitos citados pela cartilha da mulher gestante acompanham todos as fases deste momento tão especial da sua vida, permitindo a vivência de uma maternidade com mais segurança, dignidade e conhecimento do que está acontecendo.

Abraços Paternos!
Fonte: www.fiocruz.br
Fonte Imagem: www.google.com.br/images

sábado, 4 de junho de 2011

Dia nacional de Triagem Neonatal ou Teste do Pezinho - 6 de junho


O próximo dia 6 de junho é o Dia Nacional do Teste do Pezinho e também comemoração de dez anos do Programa Nacional de Triagem Neonatal, criado pelo Ministério da Saúde, para possibilitar tanto o diagnóstico quanto o tratamento precoce de quatro importantes doenças genéticas, identificadas na coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do bebê, logo após o nascimento.
A bem sucedida iniciativa foi possível graças aos esforços da APAE DE SÃO PAULO, que trouxe, em 1976, o exame para o Brasil, e lutou posteriormente por sua obrigatoriedade em território nacional.
Teste do Pezinho, em sua versão básica, diagnostica quatro patologias metabólicas e genéticas: a Fenilcetonúria, o Hipotireoidismo Congênito, a Anemia Falciforme (e demais Hemoglobinopatias, doenças do sangue) e a Fibrose Cística. Se não tratadas a tempo, as duas primeiras doenças citadas podem desenvolver a Deficiência Intelectual e as demais, causar prejuízos à qualidade de vida do bebê. Por este motivo, é essencial que se realize o exame na primeira semana de vida da criança, após 48 horas do nascimento.
O governo brasileiro por meio do Ministério da Saúde, com a implementação do Programa Nacional de Triagem Neonatal, vem observando resultados que mostram um programa com índices de cobertura populacional crescente e uniforme em todo o país, mesmo considerando a diversidade e característica brasileira. Durante esses dez anos, a APAE DE SÃO PAULO já triou mais de 13 milhões de recém nascidos, prevenindo que as crianças diagnosticadas desenvolvessem deficiência intelectual e garantindo a melhora na qualidade de vida.
O laboratório da organização é responsável por 50% dos testes realizados no estado de São Paulo. No ano passado, mais de 325 mil bebês foram triados, sendo as Hemoglobinopatias os casos mais diagnosticados, seguido pelo Hipotiroidismo Congênito. 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O "hormônio da alegria" na gravidez...


Quando eu engravidei, a GO que me acompanhava sempre me dizia para fazer coisas que me dessem prazer para que houvesse a liberação do “hormônio da alegria”, isto faria muito bem ao bebê...Que dica maravilhosa, fazer coisas que dão prazer!
Nunca procurei saber mais sobre o assunto, que hormônio seria aquele e de que forma ele agiria. Saber que faria bem ao bebê já era o suficiente para mim naquele momento, eu achava que era simplesmente pelo fato de as emoções da mãe passarem para o filho.
Então, eu sempre fazia coisas que me deixavam feliz, e o meu marido também ajudava nesta "árdua" tarefa.
As coisas que mais me deixavam feliz era viajar, passear, receber massagem... comer...comer muito...comer bem... comer o tempo todo...(engordei 15kg rsrs)
Esses dias estava lembrando disto e resolvi fazer uma pesquisa para saber mais sobre este tal hormônio da alegria:
A Serotonina é um neurotransmissor (as células cerebrais usam neurotransmissores para se comunicarem, passando ordens para o restante do corpo). Conhecido por afetar o bem-estar nos seres humanos, e tem diversas funções como o controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo cardíaco, do sono e do apetite,  controle da temperatura corporal, da pressão arterial, da ingestão de alimentos e do comportamento sexual, sono, apetite, memória, aprendizado, humor,  função cardiovascular, contração muscular e regulação endócrina. serotonina é liberada quando você faz algo sem medo..que lhe dá prazer, como malhar, comer, beber, viagens.... este é o precioso hormônio da alegria. 
Recentemente descobriu-se que a diminuição da síntese de serotonina materna durante a gestação pode aumentar o risco de uma criança para o transtorno de déficit de atenção (TDAH) e problemas comportamentais.
Pesquisei:
E já que eu falei no assunto "quilinhos a mais", algumas dicas para emagrecer após a gravidez:
- Utilize a amamentação também a seu favor. Amamentar ajuda você a perder peso mais rapidamente e fortalece o vínculo entre mãe e filho; 

- Caminhada 

- Dieta equilibrada e saudável sempre.  
- Controle seus desejos. Substitua a vontade de fazer uma boquinha por alguma atividade saudável como brincar com seu bebê ou dar uma volta com o marido; 
Às novas mamães que ainda estejam desgostosas com o peso atual, calma. O processo da perda de peso pode levar até seis meses. Lembre-se que neste momento o mais importante é a saúde da criança e não a sua forma física.
Outras dicas: Aqui e Aqui
Eu levei um bom tempo para voltar ao meu peso normal após o parto, mas sabe de uma coisa: curti muito ter uns quilinhos a mais naquela fase... saudades!

Beijinhos,

Lauri, do blog Nosso Danielzinho