Para quem me conhece pelo Mon Maternité –meu blog pessoal-, sabe que minha filha está em uma escola desde os sete meses de idade. Optei por uma escola particular, onde existem professoras, caderno de atividades, boletim e atividades extracurriculares.
Pois bem, sou uma mulher/mamãe muito a favor de se colocar os filhos na escola, não tenho nenhuma queixa, não tive problemas e tenho certeza que não causei e não causo nenhum tipo de transtorno ou complexo negativo sobre a vida da minha princesa.
Para completar, sou daquelas mães que estão por dentro de tudo o que acontece na escola. Visito minha filha sem aviso prévio, sei nome das professoras, coordenadoras, dos amigos e dos pais dos amigos. Se Sophia apresenta alguma queixa dou a devida atenção e já fui conversar com a professora e coordenadora algumas vezes.
Sophia sempre ficou em período integral, e por isso, dou muito mais atenção a alimentação e higiene da escola, dos funcionários e inclusive dos amigos. Acho que não posso confiar num ambiente em que não dão atenção, por exemplo, a lavar as mãos antes das refeições. Não posso apenas ensinar isso em casa, onde ela passa poucas horas (perto do tempo que fica na escola) se na escola isso não é dado valor.
Pois bem ... admito que sou muito fresca e chata.
Mas andei olhando algumas escolas em que amigas e conhecidas matricularam seus filhos, e, puxa vida, me deu arrepios! Não sei se o pior é uma escola funcionar assim ou uma mãe colocar seu filho numa escola desse jeito. E pior, são particulares, ou seja, você paga por um serviço assim!
Uma colega minha tinha o filho dela matriculado numa escola que mais parecia aquela escolinha do filme “A Procura da Felicidade” com o Will Smith. O filho dela estava com talco espalhado pelo corpo inteiro, se mexesse no cabelo dele saía quilos de talco, e tadinho, mesmo assim o cheiro dele era insuportável, e ele tinha apenas três anos! Impossível uma criança transpirar tanto! Uma amiga da prima da tia de segundo grau (tá, não é bem assim, mas abafa o caso) matriculou o filho num escolinha. Detalhe que ele tem um e estuda com crianças de dois anos. A sala de aula é cheia de infiltração, as crianças dormem em colchões sem lençol e alguns seis ou sete colchões, lado a lado para umas vinte crianças. O parque de areia não tem nem pintura na parede, tudo quebrado e enferrujado e, para fechar com chave de ouro, na festinha de aniversário todas as crianças já são devidamente servidas de salgadinhos fritos e refrigerante!
Espera, uma coisa é você em casa oferecer, mas na escola?! Refrigerante?!?
Em outra escola, os pais felizes e saltitantes foram fotografar uma apresentação e as crianças estavam tooodas sujas! E não digo de tinta, canetinha ou qualquer coisa que seja artística, digo nariz escorrendo! ECA! Foram algumas fotos, alguns minutos e ninguém limpou o nariz das crianças!
Pois bem ... (in)felizmente sou muito chata e acho que temos que dar mais atenção e cuidado na hora de escolher um lugar para deixar nossos filhos. Sei que não é fácil, querer não é poder e, na maioria das vezes esse querer é $$ALTO$$ demais, mas acho que é necessário avaliar muito bem o que vale a pena.
A escola da Sophia não é a mais cara da cidade, mas não é a mais barata, dentro da minha possibilidade é a melhor. Mas antes de avaliar apenas o preço, eu avaliei o ambiente, os professores, a reação e o comportamento das crianças que ali estudavam!Visitei uma escola que é referencia aqui em Curitiba, com preço muito superior à escola da Sophia e quase me matei lá dentro, tal era a tristeza do lugar. Professoras mais velhas, cansadas de estarem ali cuidando de crianças que tinham energia para dar e vender. Tudo escuro. Horrível!
Claro que já ouvi péssimos comentários sobre a escola da Sophia. Uma vez me disseram que ouviram dizer pais processaram a escola porque os professores batiam nas crianças e as forçava a não contar para os pais. Foi horrível ouvir esse tipo de comentário, dá nojo, dá repulsa ... mas no mesmo dia fui buscar minha princesa na escola e não conseguia acreditar naquilo. Olhava Sophia sair tão feliz, tão em paz que a felicidade dela me faziam acreditar que aquelas palavras não eram verdadeiras.
Já li muitos posts de mamães blogueiras sobre esse assunto. Já li muita mamãe falando sobre sofrer em pensar que poderá ficar longe dos filhos. Eu confesso que no começo sofri muito, sofri com o afastamento, sofri em pensar que alguém poderia fazer minha filha sofrer. Mas daí pensava em toda a busca que fiz até encontrar o que para mim, para nós, é a escola ideal.
Acho que na hora que for preciso colocar o frutinho na escola, o importante é avaliar alguns pontos:
-Localização da escola: É perto de casa, do trabalho da mamãe, do trabalho do papai, é caminho. Sair da rota, fazer um caminho super contra mão é muito ruim, você se cansa no trânsito, o frutinho muito mais!
-Mensalidade: Não tem como fugir disso. É muito importante que o valor da mensalidade seja acessível ao seu padrão de vida. Muito mais do que trabalhar horrores para dar um ensino caro para seu filho, é preciso pensar no nível social dos amigos.
-Horário de visita: EU não gosto dessa história de só poder visitar com horário marcado. Dá a impressão de que tudo é maquiado!
-Alunos: Esse com certeza foi o que mais me chamou a atenção, a felicidade dos alunos. Claro que existe choro, mas que tipo de choro e como ele é cuidado!
-Funcionários: Muito importante. Veja como os funcionários, desde a recepção até os professores, como eles tratam as crianças! Estão com cara de tristeza? Estão com cara de felizes? Por que sabemos que cuidar dos nossos filhos e muitos momentos já ficamos irritadas, imagine ter que cuidar de crianças que não são nada nossas?!
Espero que isso possa ajuda-las na hora de escolher uma escola. Eu graças a Deus sou muito feliz na escolha da escola.












