Dando continuidade à série de posts sobre alimentos que fazem bem ao cérebro, a Nutricionista Luana Macedo no post de hoje fala sobre as propriedades do peixe...[Clique aqui e leia o post anterior: Alimentos para o cérebro - café]
Por Luana Macedo, do blog Dona Papinha
Dá cheiro na cozinha, nas mãos, nos utensílios, nas roupas, mas... o consumo regular de peixe melhora o desempenho escolar das crianças, depois não os coloque de castigo se a nota for baixa na prova de matemática!
Muito rico em proteínas, ferro iodo e ómega 3, o peixe é um alimento que ajuda ao desenvolvimento do cérebro das crianças protegendo-as também contra diversas inflamações.
A alimentação na fase de desenvolvimento e crescimento é importante para prevenir doenças futuras. Problemas como a obesidade, o aumento do colesterol no sangue, a tensão arterial alta ou a diabetes são apenas alguns exemplos de enfermidades que podem ter origem em erros alimentares.
O peixe é rico em diversos sais minerais, tais como o cálcio, fósforo, zinco e o cobalto, que fortalecem os dentes e os ossos. Além disso, é também um alimento rico em vitamina D, que assegura a utilização adequada do cálcio, bem como o funcionamento correto dos músculos e do sistema nervoso (mas o sol é importante também para esse processo, não se esqueça). Possui vitamina A, que é essencial para a visão, é uma fonte de vitaminas do complexo B, que dão energia e aumentam a resistência a doenças e ao cansaço intelectual e é uma fonte de ácidos gordos essenciais muito importantes para o desenvolvimento cerebral.
A principal vantagem do peixe comparativamente à carne é a gordura, quer em termos de quantidade, quer em termos de composição. De uma maneira geral o peixe é composto por teores de gordura mais baixos do que a carne, mesmo os peixes gordos, sendo que a gordura do peixe é uma gordura polinsaturada, rica em ácidos gordos do tipo ómega 3 que tem bastantes vantagens no nosso organismo, principalmente do ponto de vista da proteção do aparelho cardiovascular, porque ajuda a controlar o colesterol, no sentido em que aumenta o nível do colesterol bom, diminuindo a ocorrência de arritmias e melhorando a resistência das artérias.
Eu recomendo que o peixe seja introduzido na alimentação da criança em torno de um ano de idade, de três a cinco vezes por semana. O peixe é particularmente rico em dois ácidos gordos essenciais ao desenvolvimento cerebral, o EPA e o DHA, que são muito importantes para o cérebro ao nível das suas várias funções, nomeadamente para as crianças e para os idosos, numa fase em que as funções cognitivas já se encontram mais debilitadas e fragilizadas.
Não há um peixe mais aconselhado do que outro. A variedade é o que se recomenda em relação a todos os grupos de alimentos, nomeadamente o peixe. os benefícios na alimentação das crianças são incontáveis.
A Luana é nutricionista, mamãe e blogueira e tem o objetivo de passar a prática e o estudo para outras mamães.
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