Tudo o que eu mais quero nessa vida é ser imperfeita, quer dizer, ser perfeita do meu jeito. A blogosfera materna é um canal de comunicação, tem que ser prazeroso, divertido, tem que ser natural. Muitas mães autoras, assim como eu, ficam com receio de escrever sobre esse ou aquele assunto, não deveria ser assim. Blogs são feitos para troca de experiências, para registros pessoais e não para julgamentos. Críticas sempre são muito bem vindas quando tem a intenção de ajudar, agora existem criticas que são até ofensivas.
Eu nunca passei por situação nenhuma que me magoasse ou algo do tipo, mas tenho lido muito sobre isso nos blogs. Mães que abriram suas vidas e foram julgadas por isso.
A maternidade é algo mágico, crescemos junto com os nossos filhos. Ninguém nasce sabendo ser mãe, aprendemos isso no dia a dia. A forma que eu crio a Catarina, com certeza, é diferente da sua e da fulana, e nem por isso é melhor ou pior. É apenas diferente. Tudo o que eu quero para minha filha é que ela seja feliz, e sinceramente, isso não tem nada a ver com o fato dela já ter provado chocolate ou comido papinha industrializada.
Eu nasci através de uma cesárea na década do Leite Ninho. Assistia televisão o dia inteiro e comi muita Junk Food. Sinceramente, adorei a minha infância e sou muito feliz agora. Não tenho trauma por ter nascido através de um ato cirúrgico (alguém tem?), não sou dependente de televisão e tenho hábitos alimentares extremamente saudáveis. Minha mãe me criou da melhor maneira que pode. Só tenho que agradecer. Amor e carinho nunca me faltaram!!!
Não estou fazendo apologia a nada disso. Não acho que isso seja “perfeito”, mas também não condeno nenhuma dessas atitudes. Fazer ou não uma cesárea, conseguir amamentar ou não, só diz respeito a mãe. Cada mulher sabe o que é melhor para a sua cria e quais são os limites do seu próprio corpo. Não tem vergonha nenhuma nisso.
Este post é apenas para dar apoio a todas as amigas mães que foram condenadas virtualmente por só quererem o bem dos seus filhos. Afinal, ninguém ama mais o seu filho do que você.
Vamos aceitar e admirar as diferenças, ok?! Seria muito chato se todos pensassem, agissem e criassem da mesma forma.
Paula por Paula: Já fui muitas coisas na minha vida, desde idealista a um mundo cor de rosa a veterinária formada. Fiz algumas escolhas e outras foram impostas e aceitas. Sou muito feliz com a minha vida e com a família que eu tenho. Sou mulher, sou filha, sou esposa e... finalmente, sou mãe. Hoje... sou completa.
Precisávamos encerrar a Seção Colaboradores esse ano com este texto da Paula Martinelli, desejamos que no próximo ano e nos seguintes possamos ver muito respeito, tolerância e demonstrações de amizade na nossa querida Blogosfera Materna, onde há espaço para todas!
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Equipe Recanto
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