Há uns dias atrás passei por um super susto com o meu filho, até comentei com as meninas da equipe sobre esses instantes de terror by mamãe de primeira viagem:
O meu filho ficou a parte da manhã toda sob os cuidados do pai, e acabou comendo algumas "pequenas bobagens" com ele. À tarde fiquei com ele, e enquanto ele dormia notei que ele estava fazendo um barulho como se estivesse engasgando, fui olhar e ele acordou reclamando de dor na barriga, levantei a blusinha dele para olhar e levei um susto: estava enorme, muito inchada. Levei ele imediatamente para o hospital porque nunca tinha visto meu filho daquele jeito. Para encurtar a história, o problema eram apenas gases, graças a Deus.
Mas daí o pediatra aproveitou a ocasião para dar umas orientações puxões de orelha sobre a alimentação do Daniel. O pediatra é um senhor bem tranquilo, sempre atencioso com a gente, e ele falava olhando bem nos nossos olhos como se quisesse se certificar de que estava sendo compreendido, e a conversa durou bem uma meia hora, no mínimo.
Comentou com a gente sobre o quanto os tempos mudaram, sobre a quantidade de pacientes que ele tem tão novos e com colesterol alto, “mais alto do que o meu”, ele dizia inconformado. E não só pacientes obesos, muitos magrinhos também.
Aquele assunto realmente mexeu comigo, estava doida para encerrar a conversa e voltar para casa, fiquei pensando na dor daqueles pais e nos exames que as crianças teriam que se submeter... criança detesta injeção, imagina ter que tirar sangue a cada seis meses até controlar o colesterol...
O colesterol alto não traz problemas imediatos para as crianças e adolescentes. Mas quando fica sem tratamento, aumenta o risco de doenças cardíacas na fase adulta.
Já há algum tempo estamos trabalhando para mudar os hábitos alimentares do Daniel e os nossos também, confesso que não era nada muito certinho e com compromisso, mas agora vai ser para valer, gradualmente é claro, mas bem certinho.
O Daniel tem um encaminhamento para nutricionista, mas mesmo antes de passar por lá, já estamos mudando algumas coisas e vendo que não tem sido tão absurdamente difícil assim.
Ele sempre teve muita resistência em comer folhagens e outros legumes verdes como couve, espinafre, alface, brócolis... falava que era árvore, por isso não queria.
Então, inspirada no purê tricolor que a Chris Ferreira postou aqui a um tempo atrás, eu comecei a inventar pratinhos especiais para ele, eu faço sempre as saladinhas para ele com cara de palhaço, sempre monto as verduras no pratinho dele em formato de bichinhos também... e tem dado muito certo. E também uso a sinceridade:
“olha filho, você tem comer senão vai ficar dodói e vamos ter que voltar no médico....”
Também coloquei em prática algumas dicas do pediatra:
- 50ml de água a cada hora ( não esperar sentir sede porque a sede já é sinal de que o organismo não está bem)
- cortar os enlatados, embutidos, temperos prontos
- preferir sempre o natural, evitar frituras, gorduras
- queijo branco, evitar os amarelos
- eliminar os refrigerantes e sucos industrializados
- ovos (que ele adora), só cozidos e duas vezes na semana.
- fugir dos fasts-foods (essa parte é a mais difícil...rsrs)
A mudança na alimentação precisa ser gradual, alguns alimentos como pacote de salgadinho podem ser retirados e substituídos por outra coisa, já outros alimentos precisam ser retirados aos poucos, nem tudo pode ser totalmente restringido de uma vez.
(palavras do pediatra)
Beijos e ótima semana!
Lauri
laugsousa@yahoo.com.br