Post da Teca, do blog Doce Espera...
Uma vez uma amiga, que é musicista, Maria do Carmo, me disse que há um estudo sobre a mãe cantar para o bebê ainda em seu ventre. Um gesto carinhoso que tem efeitos satisfatórios no desenvolvimento do bebê e que o ajudaria em seu aprendizado. Que a música, além de fortalecer o vínculo entre mãe e filho, transmite ao bebê segurança e tranqüilidade. A ‘clássica’ em especial, ajuda no desenvolvimento do cérebro do bebê e assim por diante.
Como trabalho diretamente com música clássica, na maioria dos trabalhos da orquestra sinfônica, quando precisava estar junto dela, em ensaios ou concertos, lá estava Manuela ao som das notas refinadas, nos corredores onde ficam as salas de aula, foram meses ouvindo cordas, madeiras, sopros e metais. A música fez parte da rotina diária da pequena ao longo de toda a gestação.
Também gosto muito de música, fico cantarolando o tempo todo e segundo minha amiga Márcia, são músicas que têm o poder de atormentar a cabeça alheia...rs, como é o caso das do tipo Sidney Magal, Jane e Herondy, Biafra, músicas do 'arco da velha', para atormentar mesmo...rs, mas confesso que gosto do tipo ‘brega’, entre elas algumas do Roberto Carlos.
Nesse exercício que me comprometi a fazer, Manuela já tinha o privilégio de ser agraciada ao som de muita música clássica, então resolvi selecionar a música ‘Como é grande o meu amor por você’ para eu cantar a ela. Não sei ao certo se foi a mais acertada, mas na letra a mais sincera declaração de amor que poderia dizer ao meu tão esperado ‘anjo’.
A todo instante lá estava eu, acariciando minha barriga, dizendo que ela tivesse a certeza de como era grande o amor que sentia por ela. E que não se esquecesse nem um segundo que esse amor era o maior do mundo.
Um dia após o parto, ainda no hospital, andando no corredor, tentando driblar a insegurança de ser mãe de primeira viagem, me arrisquei a cantarolar a nossa canção, e a constatação foi certeira, acreditem se quiser, os olhos dela fitaram os meus (mesmo os estudos dizendo que só enxergam após os seis meses...rs). Ao longo dos meses era impressionante a expressão em seu rostinho ao ouvir a doce melodia. Aos poucos ela começava a interagir com sorrisos e barulhinhos, era nítida a sensação de aconchego e de bem estar. Todo mundo ao nosso redor, em especial o meu pai, pedia repetidamente que cantasse e cantasse, inclusive aos seus clientes e depois todo mundo passou a cantar junto comigo. Em casa a canção mudou para ‘como é grande o ‘nosso’ amor por você’.
Hoje é a pequena Manuela que canta junto comigo. É ela que muitas vezes dá a entonação na música. Algumas vezes chega a cantarolar também quando juntas estamos realizando alguma tarefa, e para isso conta ainda com o apoio da avó paterna, já que essa é movida à música.
Ainda não sei ao certo se a música no ventre ou em seu cotidiano servirá para colhermos bons frutos futuramente, mas o que realmente importa é que afinados ou não, com repertório clássico ou brega, ouvir agora aquela voz tão doce se juntar a nossa numa canção é uma experiência no mínimo mágica.
*A Teca é mãe da pequena Manoela... além de ser arteira: ela faz lindas peças artesanais e as dispõe para venda em seu blog.
Contato: tercris7@hotmail.com
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