segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quando se tem um filho...



Quando se tem um filho enxergamos a imensa beleza de uma flor de mato, cortada na beira da estrada e oferecida por eles a nós, ou numa folha toda rabiscada que nos é entregue como cartão.

Quando se tem um filho a gente começa a sentir forças que antes eram desconhecidas para nós. Se antes não lutávamos por algumas coisas, agora, por eles, procuramos fazer o impossível.

Quando se tem um filho as coisas mudam bastante na vida do casal.
O estilo de vida tem que se adaptar, pois agora já não somos mais 2 e sim uma família. As prioridades também mudam e isso é muito importante.

Quando se tem um filho, a perda de um ente querido é amenizada pela presença deles na nossa vida.

Digo isso porque ontem completou 6 anos que a minha amada mãe faleceu. Minha pequena tinha 2 meses de vida e eu tive que seguir em frente. Antes da minha gravidez e durante toda ela eu estive presente o tempo todo na vida da minha mãe. A acompanhava nas consultas, nas radioterapias, nos hospitais e depois que ela ficou de cama, todos os dias eu estava lá, ajudando em tudo.
No dia que ela faleceu todos os filhos e netos estavam ao seu lado. Foi em casa e estávamos juntos para comemorar o dia das mães um domingo antes, pois sabíamos que ela não resistiria mais tanto tempo.
O momento que ela finalmente descansou, foi ao nosso lado. Todos conseguiram beijá-la e se despedir dela, inclusive ela esperou a minha sobrinha mais velha chegar. Depois que ela chegou, pode também se despedir e a minha mãe deu seu úlitmo suspiro.

O meu primeiro Dia das Mães foi triste, mas eu sabia que agora o sofrimento dela estava acabado e me sentia aliviada, pois ela faleceu amparada por Jesus, ao lado dos filhos. Nas minhas orações eu pedia a Deus que ela não falecesse sem eu estar ao seu lado, e para o meu conforto ela descansou ladeada por todos da família.

Daqui a alguns dias vamos comemorar mais um Dia das Mães, o meu desejo é que cada uma de nós possa aproveitar ao máximo as pessoas que amamos, não pensando em dar ou receber presentes, mas pensando em estarmos mais unidas, mais solidárias e mais felizes com as nossas famílias.

Um beijo bem afetuoso a TODAS AS MAMÃES e que o SENHOR, nosso Soberano Deus, esteja nos abençoando e nos dando sabedoria a cada dia, para educarmos nossos filhos da melhor maneira possível.

Carinhosamente...Cida.



sábado, 30 de abril de 2011

Morar na Irlanda Parte II

Queridas mamães estou contando um pouco da aventura do meu filho quando foi estudar fora do Brasil, portanto se você quiser conhecer a 1a. parte desta história segue link aqui.

Chegada em Dublim - Hora de testar o inglês. Passar pela alfândega, pegar um taxi e chegar na casa dos Sullivan. Conhecer a família e seu quarto e fazer o primeiro pedido: Please, can I call my family at Brasil?

Parecia que o dia não passava aqui no Brasil. "Eu já contei que chorei tanto que descobri uma receita ótima para diminuir olheiras pós choradeira “bolsa de gelo sobre as pálpebras” .

Quando o telefone tocou era por volta das 20 hs e do outro lado da linha o Sr Sullivan falando inglês. Meu marido, o único que falava inglês aqui estava no banho e eu comecei a gritar achando que era da imigração. De repente o Marcelo falou: OI MÃE, ACHO QUE O SR SULLIVAN FICOU SURDO. CHEGUEI BEM. QUANDO FOR NA CIDADE AMANHÃ OU DEPOIS TE LIGO. BJS

Na segunda feira ele deveria ir até a escola para finalizar a matricula fazer a prova de nível de inglês (estava tão bom, que no lugar do curso de inglês foi proposto a ele um curso de marketing) conhecer a cidade para já começar a procurar emprego.
É bom lembrar que antes da viagem pesquisamos (ele principalmente) muitas comunidades no Orkut onde jovens que estavam na Irlanda davam dicas de praticamente tudo (locais para procurar emprego, fazer curriculum, como conseguir passe de ônibus, preço de alimento, hospedagem e baladas claro!)
Para entender um pouco do que foi esse momento segue um texto escrito pelo Marcelo:


“Na casa dos Sullivan foi difícil acostumar com a comida da Ivone e deixar de comer o feijãozinho da mamãe todos os dias, rsrsr . Por outro lado, dividir o quarto com outra pessoa que eu nunca vi na vida e nasceu há milhares de quilômetros, longe do Brasil, numa ilha no sul da África (Mauritius) e que tem a cultura MUITO diferente da minha, foi muito louco também.

Logo nos primeiros dias fui num lugar onde me ajudaram a fazer meu currículo para conseguir emprego. Bati em milhares e milhares de restaurantes e praticamente qualquer porta que via pela frente. Era trabalho de garçom, kitchen porter (lavador de pratos), cleaner (faxineiro de restaurante, bar e etc... 
Tentar entender o sotaque deles foi muito difícil. Eu falava: “Sorry, repeat, please". Mas assim como aqui tem muita gente legal que tem a maior paciência com o estudante estrangeiro, principalmente se for brasileiro. (Irlandês tem um dos sotaques PIORES de se entender no mundo - é o que dizem todas as outras pessoas que viajaram pra outros lugares que falam inglês)
Começar a trabalhar numa coisa completamente diferente (dois meses antes eu estava participando de uma reunião apresentando um projeto para aumentar a eficiência econômica das concessionárias de caminhões e ônibus) e agora eu estava tomando “esporro” de um cara só porque eu peguei o prato errado na cozinha, ou servi a mesa errada (ordem de chegada dos clientes) foi difícil 
Depois fui trabalhar num hotel. A cozinha e salão de jantar eram “master blaster, ultra, mega luxuoso (coisa para milionários mesmo) algo que eu nunca havia chegado perto aqui no Brasil.
Uma vez trabalhei no Buffet de recepção do casamento de um jogador da liga principal de Dublim. Só tinha mulher gata. Trabalhei também em um evento no Jóquei Club onde cada garçom servia uma única mesa e a mulher do casal queria ficava falando que queria que a filha dela estivesse presente. Ganhei 100 euros de gorjeta neste dia. rsrrs
Também entreguei folheto na rua e no final da noite naquele puta frio tinha que sair pelo caminho para ter certeza de que ninguém havia jogado o folheto no chão senão tinha que pagar multa (eles são muitos educados na Europa isso dificilmente acontece).


Amigas vou continuar essas e outras aventuras no próximo post, mas antecipo a todas vocês que SÓ FIQUEI SABENDO DE TUDO ISSO QUANDO ELE RETORNOU PARA O BRASIL, É CLARO, NÃO TERIA SOBREVIVIDO UM ANO RSRSRSR


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Brasileiros são os pais mais protetores

Seu coração fica na boca quando você olha seu filho todo feliz a mil no balanço no parquinho. E quando ele toma um tombo de bicicleta, então. Saiba que há muitos pais e mães como você, que sentem um receio enorme de o filho ganhar um curativo no joelho. Uma pesquisa encomendada pela OMO, realizada com quatro países (Argentina, Brasil, França e Reino Unido), revelou que os pais brasileiros são mais receosos em dar liberdade aos filhos para novas experiências na hora da brincadeira.

O estudo foi feito com 800 crianças, de 8 a 13 anos, acompanhadas dos pais, e analisou os sentimentos de ambos sobre a oportunidade de vivenciar algo novo. Apesar de 61% dos pais brasileiros concordar sobre a importância dessa “aventura” para o desenvolvimento infantil, 82% alega que o impedimento se dá por conta da preocupação de que o filho se machuque.

De acordo com Quézia Bombonatto, psicopedagoga, terapeuta familiar e presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), faz parte da cultura dos pais brasileiros demorarem um pouco mais para “soltar” as crianças. Um dos fatores é a falta de segurança nas cidades. Por isso, afirma a especialista, não dá para limitar ainda mais os filhos quando eles têm oportunidade para conhecer. “Superproteção é algo perigoso e impede os filhos de crescer. É claro que a criança precisa ser protegida, mas não em excesso.”

Quando os pesquisadores pediram às crianças que imaginassem qualquer coisa no mundo que podiam fazer, 22% das brasileiras afirmaram que gostariam de cuidar de animais em zoológico e 24% tinham desejo de experimentar atividades radicais, como mountain bike. A criança precisa ser estimulada a experimentar, testar seus próprios limites dentro do que ela pode. “Você não pode impedir o seu filho de aprender a andar de bicicleta só pelo medo de que ele caia”, afirma. E ressalta: “não dá para achar que a criança vai se desenvolver se ela não tiver nenhuma experiência”.

Retirado da revista crescer http://revistacrescer.globo.com/

O meu muito obrigado e um beijinho de adeus!


Esta é a minha ultima postagem no Recanto.
Não posso cumprir com o que foi combinado, ultimamente não tenho tido tempo para postar sempre, e creio que existam outras mamães cheias de coisas boas para dividir e que desejam um espaço tão especial e democrático como este.

Aqui fiz amizades especiais, pessoas que irão ficar em meu coração.
Cida, Genis e Lauri, obrigado pela amizade e carinho minhas queridas Amigas.

Aqui aprendi muito, ri e me emocionei também.

Este espaço está fazendo sucesso e não é pura e simplesmente por ter tantas mamães postando.
O sucesso se deve ao conteúdo das postagens, que de uma maneira bem peculiar consegue agradar a grande maioria que por aqui passa.

Desejo tudo de bom para todas as Mamães blogueiras e para todas as leitoras. Que vocês sempre estejam inspiradas para dar continuidade a este Blog que é tudo de bom.

Beijocas
Aninha, a Mamãe do Jorginho.

Blog: O Viajante de Fraldinhas
Twitter: @oviajantejorge

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ESPERANÇA

Muitas vezes  a  nossa vida se compara a de uma árvore. Assim como uma árvore  nos também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começam a murchar até caírem completamente. As flores já não existem mais, os frutos desapareceram. O que resta, para  quem observa a pobre árvore, são os galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes  escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar, aquilo que  parece estar matando a arvore na verdade é essencial para a sua sobrevivência. Ainda que o inverno seja rigoroso, seco, sem cor, ou perfume, a arvore não está morta. A vida ainda esta dentro dela. As forças, antes usadas para embelezar a arvore, agora são gastas para fazê-la  crescer, onde ninguém vê, aprofundando suas raízes. Dizem ainda que em muitos lugares onde não há inverno as arvores não produzem frutos.

E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus nos guia até o deserto para ali nos revelar o nosso próprio coração (Dt 8.2). Toda a beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações.
Nossa justiça própria se revela como um “ trapo de imundície” (Is 64.6) e nós murchamos como as folhas de uma arvore que seca. As circunstancias que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado  de desconsolo e desesperança semelhante a de uma arvore no inverno, adoecendo o nosso coração (Pv 13.12)

Muitos se perdem exatamente ai, no inverno de suas vidas. Mas, em vez disso, podemos nos render ao processo divino de fazer morrer o que é superficial e ganhar vida no interior. São mudanças de valores que fazem parte do nosso crescimento espiritual. O inverno é uma oportunidade de conhecermos a nós mesmos e de sermos transformados à medida em que conhecemos a Deus intimamente. É no inverno da alma que podemos aprender a dependência total para com o Senhor e a desfrutar  o descanso em sua soberana vontade. É na morte do “eu” que renascemos para uma nova vida: aquela que Deus tem para nós. É na falência de nossas próprias tentativas  que passamos a experimentar  o braço do Senhor agindo em nosso lugar. É quando não podemos mais seguir adiante que Deus nos carrega em Seu colo paterno e, então, podemos chegar onde devemos ir. É na nossa limitação que experimentamos o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. É assim que trocamos os trapos da nossa justiça pela obra perfeita e grandiosa de Cristo na Cruz.
Durante o inverno, podemos simplesmente nos render e adorar. É verdade que  às vezes nos debatemos, mas quanto enfim nos rendemos, entramos como em um estado de hibernação, onde “dormimos” interiormente.

Nossos sonhos, projetos, as promessas de Deus para nós parecem estar em um “estado de espera”. E realmente estão, elas não morreram. As palavras de vida, proclamadas por Deus a nosso respeito, estão dentro de nós, aguardando o tempo oportuno. São promessas do Senhor para o nosso casamento, para nossos filhos, para nossos ministérios. E enquanto descansamos no Senhor. Ele trabalha para cumprir cada uma de suas palavras.

Durante o inverno tudo o que podemos fazer é esperar; é ter a esperança na próxima estação. E quando a primavera chegar, aquela  pobre e sofrida arvore sofrerá uma maior transformação! As águas irão regá-la novamente e a arvore voltará a dar flores, frutos e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia a primavera vai chegar! E aquilo que você tanto espera deixará de ser esperança, pois você tocará as flores, comera os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer, em breve a luz do Senhor vai acender o coração adormecido.

“ Quero trazer à memória  o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim, renovam-se a cada manhã. Grande é a sua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silencio.”
(Lm 3. 21-26)


Autoria Desconhecida


domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa...Ele Vive!!!

"...Por que buscais o que vive entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou..."
Lucas 24: 5, 6.


Ele Vive!

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou”.

Até hoje estas palavras soam bem

Aos meus ouvidos.

O meu Jesus tão querido

Não está pregado à cruz.

Quando o anjo disse às mulheres

Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.

Eu imagino a alegria

De Madalena e Maria.

Lá do alto um som se ouvia

Eram anjos em cantoria,

E em aramaico diziam:

Ressurreto é o Senhor!

Autor: Hull de La Fuente
.
Que alegria, que felicidade...temos um Salvador que Vive e Reina nos corações dos que se entregam a Ele, dos que acreditam que Ele um dia vai voltar para nos buscar.
Os apóstolos continuaram a missão que Ele iniciou, o de levar ao mundo a Esperança de um lar eterno ao Seu lado. Agora essa missão é nossa!

Feliz Páscoa a todos!!!

Carinhosamente...Cida e toda Equipe Recanto!

sábado, 23 de abril de 2011

MORAR NA IRLANDA - ELE LÁ E NÓS AQUI!

O Marcelo desde que entrou na faculdade comentava sempre que queria fazer intercâmbio. Estudar e trabalhar por seis meses fora do Brasil. Ele sempre foi determinado e por esse motivo acreditávamos neste sonho.
Quando estava no segundo ano da faculdade ele conseguiu um emprego registrado em que podia ganhar mais e guardar dinheiro para realizar seu sonho.
Combinamos que se junta-se metade do dinheiro nós ajudaríamos com o restante. E como de “grão em grão a galinha enche o papo”, esse dia chegou!
Ele começou a falar mais sobre o assunto e a pesquisar empresas que realizavam esse tipo de viagem.
Para mim, parecia que o sonho não se realizaria tão cedo, mesmo percebendo que todas as etapas estavam sendo concretizadas. Eu fingia que não via.

Após uma pesquisa por diferentes empresas que realizam esse tipo de viagem ele optou pela “Sem Destino”. Então um dia, sentamos todos á mesa e ele apresentou a documentação da viagem ( escola – nome e endereço, matricula do curso, passagem de avião – ida e volta, nome, endereço e telefone da host family “casa que hóspeda o estudante por um mês”, seguro saúde para 6 meses, passaporte e reais convertido em euro para abertura de conta na Irlanda – só assim é liberado o visto de permanência. Todo o processo de passagem, curso e hospedagem já saíram pagos daqui, senão ele não conseguiria o visto. Está foto é da família Sullivan que o acolheu por um mês na Irlanda. (Sr. Michael e Sra Ivone)

Naqueles dias minhas emoções se misturavam entre “meu filho está tão responsável e meu filho vai ficar sozinho lá fora – Meu Deus”.

Paralelo a tudo isso e talvez como uma forma de não pensar muito no dia da viagem, pensava em coisas práticas: roupa de cama e banho para levar, roupa de frio – era janeiro no Brasil e a viagem estava marcada para 23 de fevereiro e para isso procurei um brechó pois precisava de um casaco que agüentasse o frio de 2 a 5 graus, remédios que pudessem entrar no país, ensiná-lo a fazer comida, lavar roupa e se fosse preciso passar uma camisa já que as outras roupas ficariam escondidas embaixo dos casacos e cachecóis.

Então os dias foram se aproximando e a ida para o aeroporto era inevitável.
Almoçamos todos juntos e saímos cedo de casa. Ficamos umas duas horas no aeroporto, conversando, comendo, rindo e dando as últimas orientações.

Até que o vôo foi anunciado. Abraços apertados, beijos colados, palavras sufocadas e aquele brilho no olhar que diz: Eu Te amo, boa sorte, Deus esteja com você e nosso coração também! Assim, ele andou até o embarque e ….todos choramos como crianças – nós três aqui e ele sozinho lá.

Olha amigas mamães eu conversei com o marcelo e decidimos contar um pouco das aventuras dele morando sozinho por isso nós próximos 2 post falaremos sobre mais o assunto.

Beijocas e acompanhem essa aventura.

Cris Chabes