O Marcelo desde que entrou na faculdade comentava sempre que queria fazer intercâmbio. Estudar e trabalhar por seis meses fora do Brasil. Ele sempre foi determinado e por esse motivo acreditávamos neste sonho.
Quando estava no segundo ano da faculdade ele conseguiu um emprego registrado em que podia ganhar mais e guardar dinheiro para realizar seu sonho.
Combinamos que se junta-se metade do dinheiro nós ajudaríamos com o restante. E como de “grão em grão a galinha enche o papo”, esse dia chegou!
Ele começou a falar mais sobre o assunto e a pesquisar empresas que realizavam esse tipo de viagem.
Para mim, parecia que o sonho não se realizaria tão cedo, mesmo percebendo que todas as etapas estavam sendo concretizadas. Eu fingia que não via.
Após uma pesquisa por diferentes empresas que realizam esse tipo de viagem ele optou pela “Sem Destino”. Então um dia, sentamos todos á mesa e ele apresentou a documentação da viagem (
escola – nome e endereço, matricula do curso,
passagem de avião – ida e volta, nome, endereço e telefone da
host family “casa que hóspeda o estudante por um mês”,
seguro saúde para 6 meses,
passaporte e reais convertido em euro para abertura de conta na Irlanda – só assim é liberado o visto de permanência. Todo o processo de passagem, curso e hospedagem já saíram pagos daqui, senão ele não conseguiria o visto. Está foto é da família Sullivan que o acolheu por um mês na Irlanda. (Sr. Michael e Sra Ivone)
Naqueles dias minhas emoções se misturavam entre “meu filho está tão responsável e meu filho vai ficar sozinho lá fora – Meu Deus”.
Paralelo a tudo isso e talvez como uma forma de não pensar muito no dia da viagem, pensava em coisas práticas: roupa de cama e banho para levar, roupa de frio –
era janeiro no Brasil e a viagem estava marcada para 23 de fevereiro e para isso procurei um brechó pois precisava de um casaco que agüentasse o frio de 2 a 5 graus, remédios que pudessem entrar no país, ensiná-lo a fazer comida, lavar roupa e se fosse preciso passar uma camisa já que as outras roupas ficariam escondidas embaixo dos casacos e cachecóis.
Então os dias foram se aproximando e a ida para o aeroporto era inevitável.
Almoçamos todos juntos e saímos cedo de casa. Ficamos umas duas horas no aeroporto, conversando, comendo, rindo e dando as últimas orientações.
Até que o vôo foi anunciado. Abraços apertados, beijos colados, palavras sufocadas e aquele brilho no olhar que diz:
Eu Te amo, boa sorte, Deus esteja com você e nosso coração também! Assim, ele andou até o embarque e ….todos choramos como crianças – nós três aqui e ele sozinho lá.
Olha amigas mamães eu conversei com o marcelo e decidimos contar um pouco das aventuras dele morando sozinho por isso nós próximos 2 post falaremos sobre mais o assunto.Beijocas e acompanhem essa aventura.
Cris Chabes