terça-feira, 8 de março de 2011

Querida mamãe...

"Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu.

Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir.

Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o 
papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo.

Imagina, você chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha.

Do alto dos meus 13 dias, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e que eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que ando fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora.

Mas não precisamos dessa guerra, mamãe. Até lá já podemos nos entender, inclusive pelas palavras. Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente.

Eu não sei nada, tudo é tão novo para mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que eu vou aprender tudinho o que você me ensinar por seus 
sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salta logo para o meu quarto desesperada como se o mundo fosse acabar. Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar.

Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência pois, nós 
bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e pernas ficarem bem molenguinhas, aí sim, pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo a minha tranqüilidade e nós não teremos mais noites infernais. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida."


*Claudia Rodrigues. Jornalista e Terapeuta Somática.




Um beijo e paz aos corações...
Mamãe Genis.
http://www.mamaegenis.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de março de 2011

Mulher Virtuosa

Fonte da imagem: Google

A primeira vez que li na Bíblia o texto que fala sobre a mulher virtuosa foi bem emocionante, pois eu era uma adolescente cheia de sonhos e planos. Eu estava sentada na igreja esperando iniciar o último culto do ano, pois era dia 31 de dezembro, quando folheando a minha Bíblia me deparei com esse texto de Provérbios que eu ainda não conhecia. Meus olhos brilharam ao ler cada versículo e o meu pedido naquela noite foi para que o Senhor trabalhasse na minha vida, no meu coração, para que um dia eu fosse tal qual àquela mulher que ali estava mencionando.

Os anos se passaram, muitas coisas aconteceram, muito o Senhor trabalhou na minha vida, mas tenho que admitir que falta muito ainda pra eu chegar onde Deus quer e onde eu também almejo. 

Por isso, meu pedido nessa véspera do Dia da Mulher, é que o Senhor não desista de mim e continue me moldando, trabalhando para que a cada dia eu possa ser melhor, e mesmo tendo falhas, que isso não seja impedimento para que eu possa ser benção na vida da minha família e de todos os que cruzarem o meu caminho.

E o meu pedido para todas as mulheres que são verdadeiras guerreiras neste dia, também é que Deus esteja abençoando a cada lar e dando força para cada uma. Que tantos as casadas, quanto as solteiras sejam mulheres virtuosas aos olhos do Senhor e das suas famílias.

Mulher virtuosa quem a achará? o seu valor muito excede o de rubis.
O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará.
Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida.
Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com as suas mãos.
É como um navio mercante: de longe traz o seu pão.
Ainda de noite se levanta, e dá mantimento à sua casa, e a tarefa às suas servas.
Examina uma herdade, e adquire-a: planta uma vinha com o fruto de suas mãos.
Cinge os seus lombos de força e fortalece os seus braços.
Prova e vê que é boa sua mercadoria: e a sua lâmpada não se apaga de noite.
Estende as mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca.
Abre sua mão ao alfito; e ao necessitado estende as suas mãos.
Não temerá por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada.
Faz para si tapeçaria; de linho fino e de púrpura é o seu vestido.
Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra.
Faz pano de linho fino, e vende-os e dá cintas aos mercadores.
A força e a glória são seus vestidos, e ri-se do dia futuro.
Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficiência está na sua língua.
Olha pelo governo de sua casa, e não come o pão da preguiça.
Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo:
Muitas mulheres obraram virtuosamente; mas tu a todas és superior.
Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.
Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas obras.
Provérbios 31: 10 ao 31.

Amanhã é o Dia das Mulheres e essa é a minha homenagem pra vocês que sempre passam por aqui. Viva 08 de Março!!!


Fonte dessa imagem: Blog do Otimismo

Desculpe se os homens não tem o seu dia...rsrsrs...mas já que as mulheres tem, então vamos comemorar!

Abraços a todos e uma feliz semana ao lado do Senhor.

Carinhosamente...Cida do *Compartilhando...

domingo, 6 de março de 2011

Aniversário da Michele!


Quem está apagando as velinhas hoje é a nossa querida Michele
Desejamos muita saúde, paz, felicidades e realizações!
Que Deus te abençoe muito, querida amiga.
 ♪ ♫Parabéns, Parabéns pelo seu aniversário ♪ ♫

Beijos de toda equipe

sábado, 5 de março de 2011

O filho, a escolinha e a Mãe: Coragem!!!

Quando o Marcelo tinha 3 anos, voltei a trabalhar. Precisava ajudar nas despesas da casa. Lembro-me que sentia uma culpa terrível. Parecia que estava abandonando meu bebê. Ele ficava meio período na escola e meio período na minha mãe. Como ele chorava. Como eu chorava.
Ele parecia gostar de brincar com os amiguinhos, mas toda semana era uma coisa diferente. Febre, dor de garganta, diarréia, febre de novo, mordidas. Meu marido ficava louco. Achava que não estavam cuidando direito do menino na escola. Eu falava que as crianças nessa idade ficam mais sensíveis a doenças oportunas e a escola é um ótimo lugar para se contraí-las.
Minha mãe gostava de neto, mas sempre tinha um médico, um problema para resolver no banco e eu precisa contar com a sogra, a madrinha, a tia. Sabem aqueles jeitinhos urgentes.
Quando ele ficava doente, não tinha jeito, eu precisava ficar uns dois dias em casa, pois ele não queria comer, brincar, ver TV, não queria nada, só meu colo.
Como minha mãe não tinha muita paciência nestas horas, uma cunhada sugeriu cuidar dele, assim ele poderia brincar com os primos. Resolvi fazer uma experiência e deu certo. Assim, mudei também a escola, colocando-o na mesma em que os primos estudavam.
Graças a Deus deu certo.
Com o Rafael foi à mesma coisa. A professora precisava arrancá-lo dos meus braços (ele aos prantos) senão nada feito. Eu ficava encostada no muro da escola escutando ele chorar e quando parava eu é que saia chorando. Depois de algumas semanas foi melhorando. E quando menos percebi, ele nem me abraçava mais quando entrava na escola.
Foram momentos muito difíceis. Quando me recordo ainda dói.
As mães são as maiores guerreiras da face da terra.
Não há ditadores, presidentes, religiosos que possam mensurar a força dessas guerreiras.
Elas não começam batalhas, mas se entram em uma, jamais perdem.
Por dentro, morrem. Por fora, lutam. No fundo, já sabem que vão ganhar.
Que vocês possam contar com a ajuda da família, de amigos ou da babá, mas saibam que vocês já têm toda a ajuda necessária: “a força do amor que esta dentro de cada uma e a força de Deus”.
Um grande beijo,
Cris Chabes

quinta-feira, 3 de março de 2011

E o meu parto foi assim.....

Pois é, a quase dois anos atras, eu dei a luz ao meu Davi..
Resolvi postar o relato do meu parto para vcs...
Pois só nós mães sabemos o que é sentir essa emoção.
Dia 28 de abril de 2009, as 6:00 da manha, estavamos no hospital santa marta, com o papai, a vovó Vera, e a tia Joana.

O papai preencheu a papelada, e mamãe ficou esperando, esperando, esperando...
Fomos para o quarto, e logo veio a enfermeira entregar a roupinha linda, q fica com o bumbum d fora...kkkk

Então me despedi do papai e da vovó e fomos para a sala d cirurgia, com a tia Joana.
Chegando la, tia Joana foi trocar d roupa, enquanto eu fiquei sentada numa cadeira, esperando minha hora, pois ja haviam mais gravidinhas na fila..hehe
Não pude ir d óculos, então... não enchergava nada, foi quando meu médico chegou e me deu a mão e conversou um pouquinho comigo, e pediu para esperar mais um pouco...

eu ouvia uma voz, parecendo ser do meu marido, mas o nervoso era tanto q não sabia se era ou não.
Então após alguns minutos o Dr chegou, me deu a mão e fomos para a sala, la ele disse para as enfermeiras q eu era a paciente mais ansioso, mas tb a mais quietinha..rsrs


Foi quando senti uma agua geladaaaaaaaaa nas costas, a mulher nem para avisar, levei um susto, e então colocaram o soro, e levei a anestesia, não senti nadaaaaaaaaaa, colocar o soro no veia doeu mais, q a anestesia...

então, deitei e não entendia mais nada do q estav acontecendo, ate q alguem perguntou se eu tinha acompanhante, e o dr disse: - tem 2 acompanhantes
eu não entendi nada, não conseguia falar, nem pensar, tava tão nervosa...


Quando vi , chegou meu marido com a roupinha azul, mas ele disse q não iria entrar, e a tia joana tb estava la... rsrrs .. no fim tive dois acompanhantes
meu maridão ficou parado ao meu lado, enquanto a tia joana fotografava.

Na hora H, senti um mexe, mexe na barriga, uma pressão, e o dr mandando eu respirar, e dizia... respira Daniela, respira Daniela

e eu mais nervosa ainda, e eo dr queria papo,rsrs, eu não conseguia falar, minha voz não saia...

Foi quando ouvi o choro do meu principe, foi maravilhoso, comecei a chorar, chorar d soluçar, e a enfermeira dizia: - calma, calma maezinha, fica calma
e o dr disse: -Daniela temos q acalmar o coração, ta muito acelerado
Mas q nada, eu chorava , chorava d soluçar
após isso, não sei mais nada...

Acordei e estava na sala d recuperação, e a Joana estava chegando e sentando ao meu lado, sabia q nao era pra conversar, mas queria saber do meu bebe

E a Joana querendo contar todos os detalhes... rsrsr
Foi então q trouxeram meu bebe, e ele ja começou a mamar muitooo lindo, mas eu sem óculos não conseguia ve-lo direitinho,... ele bem branquinho, com olhão azul, lindooo e bem gordinho.

fiquei ate o meio -dia ali, esperando sentir o bumbum.,,,kkkk , minhas pernas eu ja sentia, mas nao conseguia mover o bumbum... Aff
Então fui para o quarto, e trouxeram meu bebe novamente, e não nos separamos mais, papai, a joana e minha mãe esperavampor mim ansiosos... No quarto estavam as rosas q o maridão me deu...

Foi tudo ótimo, muito tranquilo, graças a Deus...
No dia 30, d manha voltamos pra casa...
e agora é tudo festaaaaaaaaaa;;
vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Mães Competitivas...


       Existe coisa mais chata do que se encontrar com amigas ou parentes que tem filhos com idades próximas a do seu filho e daí começa aquele papo de “o meu filho é esperto, andou com 10 meses e o seu?”, “meu filho é tão inteligente, já fala... lê e escreve... passou no vestibular... se formou... casou... já é pai... e o seu?” E por aí vai. 
       Entendam, não estou me referindo àquela gostosa troca de experiências entre mães, o que eu também adoro fazer, inclusive com as amigas virtuais.
Uma coisa é ter orgulho do filho e querer compartilhar isto (acho que todas somos assim), outra coisa são as infelizes comparações, que não fazem bem a ninguém.
       O que as pessoas precisam entender é que cada criança tem seu tempo e sua forma de desenvolvimento. Algumas desenvolvem certas habilidades mais rápido que a outra, mas nem por isso ela é melhor que a outra ou mais inteligente.
       Sei que muitas vezes é tão natural falar dos filhos, também sei que muitas mães podem nem perceber que estão sendo chatas com as comparações... Ou será que é proposital e consciente???
       Pior ainda é quando os pais se deixam envolver pelas tais comparações, talvez de tanto ouvi-las, e a comparação acaba partindo deles mesmos: 
"O filho de fulano faz isto ou aquilo e você não, filho".
      Imagina o quanto isto não é  prejudicial ao filho que ouve. Não estou falando de estimulação, que é sempre bem vinda e é muito diferente da comparação com outros.
        As comparações são uma arma para aquele tipo de mãe que se acha sempre melhor que outra mãe, se considera mais informada, mais experiente, mais esforçada... Alguém conhece este tipo de mãe, que por exemplo em uma conversa com você sempre tenta provar de todas as maneiras a excelente mãe que ela é, fazendo comparações, dando conselhos e ridicularizando sua forma de educar ou criar seu filho?
       Não existe um modelo ideal de mãe, não devemos ceder a nenhuma pressão e ser tentadas a nos comparar com outras mães... Cada mãe tem uma história, uma maneira de enxergar as situações, teve uma educação/criação diferente... É preciso então, entender que cada ser humano é único e possui sua individualidade, suas capacidades próprias, e habilidades... Ninguém é igual!
        Eu normalmente sou observadora, e em um bate papo, ao pequeno sinal de que a conversa não está agradando, mudo logo o assunto ou dou um jeitinho de encerrar a conversa que eu tenha começado. Afinal, nem todo mundo gosta das mesmas coisas, dos mesmos assuntos, de falar sobre filhos...

        Em casa sim, babamos por todas as gracinhas que nosso filho faz, não nos cansamos de ver, sorrir e nos alegrar com cada aprendizado, cada fase... Na casa dos avós o sentimento é o mesmo em relação ao neto, mas é preciso entender que nem sempre o assunto agrada ao visinho.

Beijinhos,
Lauri, 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Moda Infantil = pasteurização?

como ser criança vestida assim o tempo todo?
Post escrito por Ingrid, do blog Desconstruindo a Mãe

“E quantos uniformes ainda vou usar?/ E quantas frases feitas vão me explicar?” (Kid Abelha)

Quando me vejo envolvida com vestir as crianças, me vejo sempre diante de algo que nunca foi dilema pra mim, mas que exerce pressão sobre meus filhos: a moda.
As roupas infantis nitidamente se inspiram em coleções de estilistas que se dirigem para adultos em suas produções. Mas o que fica de positivo para a indústria têxtil voltada para crianças?
Encontramos variedades de cores, de modelos, de lojas, mas cada vez mais vejo as confecções chegando a um lugar comum: transformar as crianças em mini-adolescentes ou mini-adultos. E isso me incomoda.
De modo geral, a nossa sociedade valoriza a adolescência. Vemos adultos adolescendo. Vestindo-se, usando cosméticos e fazendo tratamentos para rejuvenescer. Ter experiência não é visto como vantagem competitiva. Por outro lado, ser criança não é mais como outrora. É um bombardeio de comerciais dizendo que a menina tem de ter os brinquedos tais, usar os calçadinhos mais modernos, usar as roupinhas descoladas que ficam parecidas com as da irmã mais velha, a prima ou mesmo a mamãe. – E quem não quer ficar parecida com a mamãe quando o relacionamento é saudável?!
Os meninos, por sua vez, encontram meia dúzia de modelos, que não variam muito, geralmente bermudões, calças cargo, camisetas com heróis e personagens  de desenhos mais conhecidos nos canais de televisão e as cores são azul, verde, cinza, vermelho, preto e branco. Ficam relegados a um pequeno espaço diante do mundo lilás e cor de rosa disponível para as guriazinhas.
Mas aí, pergunto a você, amiga, que sempre lê nas capas de revista que o legal é ser original e ter o próprio estilo, onde está a criatividade que procuramos quando percebemos que andamos todos uniformizados em vestimenta e comportamentos?
As meninas não desejam mais serem crianças; identificam-se com o que é conhecido por pré-adolescência, assistir programas direcionados a esse público e repetem comportamentos que nem sempre estão preparadas para lidar, porque têm conseqüências.
Não, esse não tem a intenção de ser um texto moralista. Na verdade, vejo que não estou só quando digo que quero que meus filhos sejam crianças enquanto puderem aproveitar o que a infância tem a oferecer para, então, viver a outra fase no momento em que tiverem maturidade pra isso. Os corpos que pretendemos que aproveitem as roupitchas são diferentes dos nossos. São corpos que se movimentam subindo e descendo de árvores, escorregadores, trepa-trepas, que pulam corda e brincam de pique-esconde, de polícia e ladrão  numa época em que ser policial anda tão desvalorizado... E que praticam esportes (!) apesar de todos os apelos dos aparelhos eletrônicos precisam de espaço e conforto.

E as roupas refletem esse momento! Os desenhos, o colorido, o conforto, precisam estar na mente de quem produz materiais para esses consumidores. Sim, há ocasiões mais formais. Mas não desejo que minha filha aos 7 anos use saltinhos prejudicando sua coluna, ainda mais do jeito que é estabanada, tropeça, corre, pula, dança o dia inteiro. Nem que ela use decotes e tente se adequar a roupas que são para outros corpos, não os infantis.
Esses desconfortos nem eu mesma consigo mais me submeter a eles... Acho que é possível estar bem vestida de acordo com a minha idade (afinal, não desejo concorrer com a Larissa), dentro do que a moda oferece e me faz sentir confortável e bonita. Da mesma forma creio que seja possível oferecer alternativas bem descoladas, animadas e que não destoem do momento que meus filhos vivem.
A pressão externa é forte, eu sei. Mas ter personalidade nas pequenas e grandes decisões do dia a dia poderá ter reflexos positivos sobre a personalidade de meus filhos.

*Ingrid é Bióloga, mestre em educação pela UFRGS, mãe da Larissa e do Caio, mamãe blogueira.

Assim como a Ingrid, você também pode participar deste cantinho como colaboradora, envie seu email para recantodasmamaes@yahoo.com.br

Equipe do Recanto