sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Verão com crianças e os perigos...

Verão, praia, calor...
E os cuidados necessários com os pequenos!
 
Oiiiiiiiii gurias
Estive na praia por 10 dias com meu pequeno Davi, e precisei tomar varios cuidadosssss, pois alem de ele ter 1 ano e 8 meses, tambem é muitooooooo branquinho...
Vi muitas barbaridades e faltas de cuidados com os pequenos...affffffff
tem gente que não sei por que tem filho viu.... crianças pequenas mesmo ao meio dia no olho do sol...sem protetor solar, sem chapeuzinho...
tive cuidado para ir para a praia das 8 da manha ate no maximo as 10 horas, a tarde só fomos para a praia após as 16 horas... muitooooooo protetor solar fator 60, guarda sol e chapeuzinho, fiz o davi beber bastante liquido, e sempre de olho nele...

Mas mesmo assim ele se assou a virilha, mas acredito que foi pela amoxilina que ele havia tomado uns dias atras, mas tenho certeza que a areia da praia ajudou bastante, mas sempre carrego a pomadinha nistatina que é um santo remedio.

Bom , vamos as dicas do site http://www.alobebe.com.br/site/revista/reportagem.asp?Texto=85
Cabe aos pais tomarem certas precauções para evitar doenças comuns aos pequenos, nesta estação. A desidratação, por exemplo, é um problema muito comum num país tropical como o nosso, com dias cada vez mais quentes. Infelizmente, todos os anos, muitas crianças morrem em função dela.

Apesar de grave, a desidratação é facilmente prevenida e tratada, desde que se reconheça logo os sintomas e se tome os devidos cuidados. De maneira geral, a causa mais comum de desidratação é a diarréia. Na época de verão, a incidência de doenças gastrintestinais aumenta bastante, não só pelo aumento na quantidade de vírus causadores de diarréia (as chamadas diarréias de verão), como também pela contaminação dos alimentos por bactérias.

Além da diarréia, o vômito também pode levar à desidratação. Da mesma forma, neste caso, o uso de soro reidratante e a adoção de uma dieta leve ajudam bastante. A criança só deverá ser medicada com orientação médica. O aumento da sudorese também pode causar desidratação. É o caso da febre, em que o aumento da temperatura do corpo amplia a eliminação de água, não só pelo suor da pele, como pela respiração. A exposição prolongada ao sol ou outra fonte de calor intenso aumenta o suor e também pode levar à desidratação.

É muito importante ressaltar que, no verão, as crianças devem vestir roupas bem leves, de preferência de algodão, para que possam transpirar normalmente. Fazer com que ingiram líquidos de forma contínua, para que reponham as perdas provocadas pelo calor, também é uma prática fundamental para evitar a desidratação. É preciso tomar cuidado com a qualidade da água a ser bebida, que deve ser sempre filtrada ou fervida, e tratada com cloro quando vier de poço.
Normalmente, quando a criança está desidratada, o principal sintoma é a sede. Além disso, apresenta as mucosas secas, o que pode ser constatado por meio da boca sem saliva. Os olhos ficam ressecados e fundos. A pele se torna mais seca e forma "pregas" quando pinçada.

Na praia, sob o sol
Quem tem criança pequena vai precisar fazer alguns sacrifícios ao levá-las à praia! Elas não devem ser privadas do sol (cuidado com os excessos!), fonte natural de vitamina D para os pequenos, mas antes de tudo, é preciso atenção quanto aos horários e a aplicação de bloqueador (de preferência fator 30) antes que saiam de casa. A aplicação deve ser feita a cada duas horas, mesmo sob o guarda-sol, pois os raios solares refletidos na areia podem provocar sérias queimaduras em peles sensíveis.
O pimpolho que for se divertir na areia precisará de uma infra-estrutura mínima, que inclui pequenas piscinas de plástico infláveis cheias de água doce, se possível. Caso contrário, a água do mar só deve ser usada se a condição da praia for boa.

As mamães e papais devem lembrar que a criança tem sono. Se for o caso, na falta de algo mais apropriado convém preparar uma "caminha" de areia forrada com toalha seca, para que ela descanse confortavelmente. Então, o pimpolho deve ser acomodado e coberto com uma toalha leve, para protegê-lo do vento. As mesmas providências podem ser tomadas em relação à piscina seca.

Bebês podem tomar de 20 a 30 minutos de banho de sol diariamente, nunca entre as 10h e as 16h. Após este tempo, devem ser postos sob o guarda-sol. Os pequenos devem ser amamentados normalmente, quando estiverem na praia. Se estiverem usando mamadeira, as mesmas devem ser conservadas em isopor, devendo portanto serem "checadas" para saber se o calor não azedou o leite.
Crianças que já andam devem estar devidamente identificadas, caso se percam. O ideal são as pulseiras que só saem do pulso se cortadas, o que pode ser providenciado pela mamãe.

Piscinas: este "paraíso" pode oferecer riscos
Fatores como a qualidade da água, condições de higiene locais e possibilidades de riscos de acidentes que
as piscinas podem oferecer devem ser plenamente observadas, principalmente quando as crianças estiverem lá. Se a criança ainda não souber nadar, é necessário que esteja portando bóias, para que se divirta à vontade.
No entanto, elas estão mais suscetíveis a reações alérgicas, devido a determinadas substâncias ou produtos químicos naturais das águas das piscinas até, em casos mais graves, a possibilidade de uma congestão ou choque térmico.
O respeito aos horários precedentes à alimentação (aproximadamente 2 horas) para que os pequenos entrem na piscina, bem como evitar grandes diferenças de temperatura entre o corpo e a água da piscina são medidas que inibem sobremaneira tais transtornos.

Contudo, os pequeninos correm o risco de contraírem doenças transmissíveis por microorganismos patogênicos, que podem estar presentes em águas límpidas e cristalinas. A única forma de combate a estas doenças é o devido trata-mento da água, que deve ser feito por quem entende do assunto. Isso deve ser checado junto ao clube, condomínio etc.
A criança está sujeita a várias formas de contágio, quer seja inalando agentes patogênicos ao respirar vapores de piscinas aquecidas; por meio da ingestão, quando engole porções de água e por via da injeção, quando o microorganismo atinge o aparelho circulatório por meio da epiderme.
Infecções oculares, auditivas, do sistema respiratório superior (amidalites ou faringites, por exemplo), da epiderme (micoses, eczemas etc.) e até mesmo infecções intestinais, são alguns dos males aos quais os pequenos (e mesmo adultos) estão sujeitos, caso as normas sanitárias de operação e manutenção das piscinas, previstas em lei, forem desrespeitadas.
Além desses pontos, que interferem diretamente na saúde, existem algumas regras que ajudam a aumentar a segurança dos pimpolhos, ao se divertirem nas piscinas:
Nunca deixe as crianças sozinhas na piscina ou próxima à ela. Estimule-as a aprenderem a nadar o mais cedo possível.
Nunca as deixe mergulhar em águas excessivamente rasas ou desconhecidas.
Evite que elas usem copos, garrafas ou outros utensílios de vidro na área da piscina.
Ao sinal de chuva ou tempestade, faça com que saiam da piscina, abrigando-as em local coberto.
Evite que elas façam brincadeiras por demais agressivas (de agarrar ou empurrar) na área da piscina.
Cheque para que os equipamentos elétricos e seus fios fiquem longe da piscina.
Mantenha um telefone e lista de emergência nas imediações da piscina.
Areia, outra vilã
As areias contaminadas por bactérias e verminoses em geral (da praia, creches, playground, tanques etc.) escondem vários perigos que afligem a saúde dos pequeninos. Isso se dá muito em função do acúmulo de fezes e urina de cães, gatos, em alguns casos até de ratos, morcegos, pássaros, dentre eles o pombo.
É prudente conhecer a origem da areia com que seu filho entrará em contato (é quase impossível no caso das praias!). É melhor que a areia esteja sob insolação direta, e de forma que possibilite o escoamento de águas pluviais. Durante a noite, principalmente se acondicionada em tanques, deve ser coberta com lona ou outro material adequado semelhante.
Toda a areia deve ser devidamente tratada por serviço especializado, para tanto também existem procedimentos previstos por lei, fiscalizados pela Vigilância Sanitária. Mas alguns deles, um tanto "caseiros" e um tanto paliativos, podem minimizar de alguma forma o risco de contaminações.

O Post ficou bem grande né... mas foi por um bom motivo, ajudar as mamães a cuidarem seus filhotes nesse verão....
beijossssssssssssssss
Dani Garcia


http://recriandocomdani.blogspot.com/
http://omundodadanigarcia.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Casa Queimada

Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria.
Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água.
Ficou boiando a deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.
Ao chegar na praia, cansado, feliz por estar vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da
morte.
Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas.
Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele.
Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Mas significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes.
Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca.
Então, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada.
Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha.
Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:
"Vamos rapaz?"
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:
"Vamos rapaz, nós viemos te buscar"
"Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"
"Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça  pedindo socorro.
O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."

MORAL DA HISTÓRIA
É comum nos sentirmos desencorajados e até mesmo desesperados quando as coisas vão mal. Mas Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.
Lembrem-se: Se algum dia o seu abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até vc a graça Divina.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Saindo do óbvio - a constante busca de novas possibilidades



Post escrito por Lígia Moreiras Sena, do blog Intensa, a mente... 


Estou adorando minhas primeiras férias como mãe, embora sejam férias como nunca havia experimentado antes. Antes de ser mãe, nas férias, eu ficava descansando e praticando o nadismo por horas a fio, e isso me dava a sensação de que estava realmente descansando. Dormia até algumas partes do corpo fazerem bico, não tinha hora pra nada e fazia um monte de nada. Agora, tive que criar uma nova forma de descansar, mesmo que, em plenas férias, eu tenha que fazer um montão de coisas relacionadas à minha filha (ou não). Minha nova forma de descansar é: curtir todos os segundos e todas as pequenas coisas dela, fazer o que gosto com gosto e parar de me cobrar. E isso está me deixando mais descansada do que poderia imaginar. Nesses dias de férias, tenho pensando bastante nas incríveis experiências que a maternidade tem me proporcionado desde a gravidez. E cheguei a uma conclusão extremamente séria.

O que falta às mulheres que se tornam mães é informação fora do óbvio.
Porque, quando se fala em gravidez, filhos e afins, todo mundo acha que já sabe tudo sobre, e a mãe novata, se estiver distraída, simplesmente segue o fluxo e reproduz tudo aquilo que é mais comum, muitas vezes sem se perguntar "será que existem outras possibilidades?".
Façamos um exercício. Pensemos em quais são as primeiras coisas que vêm à cabeça quando falamos sobre algumas coisas relacionadas à função materna ou paterna. Ficaria mais ou menos assim:
parto
 - hopitalar
febre e dor - antitérmico e analgésico
lugar de criança passear - carrinho
lugar de criança dormir - berço
forma da criança beber - mamadeira
xixi e cocô de criança - fralda, e descartável
lugar de criança tomar banho - banheira
excesso de colo - mimo
leite materno escasso - complementação
E mais um monte de outras associações possíveis. 
Mas o que eu gostaria que todas as mães do mundo tivessem oportunidade de saber, como eu felizmente tive, é que não precisa ser assim tão pré-determinado. Mas ó: dá trabalho sair do óbvio e ir atrás de outras possibilidades. A gente tem que sair da nossa zona de conforto, às vezes tem que confrontar nossos próprios pré-conceitos, chegamos a ouvir muita besteira de quem discorda mesmo sem conhecer nada a respeito, temos que ter paciência e dedicar um tempo a estudar isso. É beeeeeeem mais fácil continuar no óbvio, concordo. Mas posso dizer sem medo de errar que as recompensas não são tão abundantes. 
Na verdade, na verdade, fazendo o óbvio ou indo atrás de outras possibilidades, os filhos de qualquer maneira vão crescer (uma vizinha um dia nos disse isso e a gente ficou meio chocado). A pergunta é: como você quer que seu filho cresça? Quando, lá no início da minha gravidez, eu me perguntei isso, me veio à mente aquele pensamento religioso que diz que, quando voltarmos pro local de onde viemos, a Força Maior nos perguntará: "O que fizeste com as almas que vos confiei como filhos para amar e educar?". Sempre me pergunto isso. Eu posso responder: dei uma mamadeira, troquei a fralda e joguei no mundo. Eu posso responder: perdi pelo caminho. Eu posso responder: cuidei da melhor maneira que pude. Eu posso responder um monte de coisas diferentes. A questão é saber o que você QUER responder. Eu, particularmente, quero responder: fiz o melhor que pude, saí do meu comodismo, fui atrás, me desafiei, tive a humildade de perguntar pra outras pessoas se existiam outras possibilidades, testei outras possibilidades, mudei minha própria filosofia e quebrei meus próprios paradigmas. Se deu certo? Não sei se deu, mas o caminho foi muito bem feito, com amor, respeito e valores estritamente humanos. 
Por que estou falando sobre isso?
Porque desde o início da gravidez tenho me deparado com novas possibilidades de criar filhos que são totalmente diferentes daquilo que eu sabia (que também não era muito). A começar pelo parto. Eu achava que parto era hospitalar. Descobri  que existiam outras possibilidades.  E o meu encontro com novas possibilidades não parou por aí. De forma que, hoje, sou feliz por poder dar outras respostas àquela lista de coisas que mencionei no início.

parto - hospitalar, domiciliar, ou onde a mulher puder se sentir dona de si e de seu corpo e não à mercê de uma equipe médica que a trata como apenas um detalhe, ou mais uma na fila econômica dos nascimentos do dia
lugar de criança passear - carrinho é o mais conhecido. Mas tem duas novidades por aí que prometem revolucionar a maneira de carregar bebês. Uma é o colo. Conhece? A outra é o sling. Essa você realmente pode não conhecer, embora tenha mais de mil anos de uso...
xixi e cocô de criança - fralda. Ou não. Durante minha gravidez, ouvi falar em duas coisas que, de primeira, rejeitei. Claro que rejeitei sem nem conhecer, o que é absolutamente comum. Uma é o diaper free, ou elimination communication. É um conceito profundo que fala, de maneira bem resumida, sobre como criar crianças sem fraldas, baseado em observar e conhecer os sinais que seu filho manda para ler o comportamento de eliminação dele. A outra coisa é o uso das fraldas de pano. Eu quero muito aprender a primeira técnica, muito. Mas ainda não me abri totalmente - faço aqui o mea culpa. Não sei nem porque não me abri ainda, já que hoje admiro muito a prática e concordo com suas premissas. Aí, aprendendo a usar a primeira, usar a fralda de pano ficaria fácil fácil... Às vezes me sinto meio mal de não ir a fundo nisso, me sinto acomodada, mas já aprendi que "temos nosso próprio tempo".
lugar de criança tomar banho -  na banheirinha, no balde, no colo dos pais e no chuveiro desde bem novinhos, de um monte de formas que podem deixar o bebê mais à vontade ainda e tornar o momento do banho uma coisa super prazerosa.
excesso de colo - fundamental, se você quiser criar pessoas seguras, que confiam firmemente em seus pais, tranquilas e, principalmente, que tenham absoluta consciência do quanto são amadas.
leite materno escasso - complementação sim, se for mesmo necessário. Mas só depois de tentar um monte de outras coisas que vão ajudar infinitamente na produção de leite. Dei algumas dicas aqui no blog já, mas tem mais um monte de outras coisas pra fazer, embora não espere que o obstetra ou o pediatra vá te falar, minha nega. Infelizmente, tem muita mãe que não sabe disso, simplesmente porque ninguém falou pra ela (ou porque ela não foi tão atrás assim, isso varia muito, de pessoa pra pessoa). 

Este post começou a surgir mentalmente hoje, quando algumas amigas começaram a dar algumas sugestões - nada óbvias - para uma questão que estou vivendo agora e, também, porque eu vou experimentando (sem medo de não dar certo) coisas que minha intuição vai me sugerindo. A primeira questão que apareceu nos últimos dias foi: Clara não cabe mais no carrinho em que ela dormia a noite, do lado da nossa cama. Alternativa óbvia: começar a dormir no berço dela, no quarto dela, longe da gente. Não queremos o óbvio, novamente. Queremos que ela continue a dormir conosco. Mas o berço não cabe no nosso quarto e não queremos adotar cama compartilhada, porque ficamos muito tensos com medo de machucá-la a noite. O que fazer? Perguntei pras amigas e cada ideia genial surgiu!! Até que a Gabi (ó lá, Gabi, vc de novo, contribuindo para minha quebra de paradigmas) me sugeriu um site que fala sobre Quartos Sem Berços, novas possibilidades para crianças dormirem além dos berços (fui ler mais a respeito e descobri que a grande precursora disso foi Maria Montessori, veja você...). A outra questão que também me ajudou a sair, novamente, do óbvio aconteceu hoje. Clara tomou 5 vacinas filhas da puta (desculpa o palavrão. Sou a favor das vacinas, mas fico muito puta da minha vida quando tenho que dá-las, porque quero matar alguém cada vez que vejo minha filha sentir dor, bosta!). Aí ela ficou chorosinha, coitadinha. Ela nunca toma remédios, nunca, mas hoje tive que dar um analgésico no meio da tarde, que foi de grande valia. A dorzinha passou e ela dormiu. Mas a noite, quando acordou, acordou com dor e chorando. Não quis dopá-la de novo. Fiquei pensando o que eu poderia fazer e aí tive uma ideia, baseada nos sinais que ela vêm me mandando nos últimos dias: fui na cozinha, peguei um copinho bem pequenininho, coloquei água filtrada, voltei pro quarto e ofereci a ela. Foi um dos momentos mais marcantes do desenvolvimento dela: eu e o namorado ficamos ali encantados, vendo ela parar de chorar, beber a água com prazer, sorrir, olhar pra gente como agradecendo, lambendo a aguinha, empurrando o copinho com a própria mãozinha dela. Foi demais. Parou de chorar em função da novidade e deu tudo certo.
Portanto, saindo do óbvio, hoje estou pensando em reestruturar a maneira dela dormir. Vou pensar direitinho amanhã, olhando o meu quarto, em como posso reorganizar as coisas por lá para que ela continue com a gente (ela já está dormindo no colchãozinho ao lado da nossa cama, mas quero aperfeiçoar a técnica). E, também saindo do óbvio, hoje vi que tomar água pode ser tão prazeroso, pra ela, que funciona como um remedinho. Aí eu posso até completar o que ficou faltando daquelas possibilidades lá:

febre e dor - antitérmico e analgésico, mas também aguinha dada num copinho, com papai e mamãe dando toda a atenção e carinho que a situação de dor solicita
lugar de criança dormir - berço, colchão, cama dos pais, cafofinho da vovó, ou outra alternativa fora do óbvio que a gente inventar
forma da criança beber - mamadeira, ou copinho, que tal?

Em resumo, tenho apenas um conselho para as mães novatas como eu (e também para as mais experientes, por que não?): perguntem-se, sempre e sobre todos os assuntos que dizem respeito à vida dos seus filhos: EXISTEM OUTRAS POSSIBILIDADES?
Se você descobrir que existem, abra sua mente para conhecê-las. Você pode ter uma grata surpresa e seu mundo pode mudar pra melhor.
Se você descobrir: COMPARTILHE! Escreva a respeito, mande um e-mail pras amigas, ligue pra contar, mas compartilhe uma boa possibilidade... fora do óbvio.
Lígia Moreiras Sena.

Assim como a Lígia, você também pode participar deste cantinho como colaboradora, envie seu email para recantodasmamaes@yahoo.com.br

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Nem sempre uma casa é um lar

Fonte da imagem: Google


"Uma casa é feita de paredes e vigas; um lar é feito de amor e sonhos."
Desconheço o autor


Quando eu era adolescente, nos finais de semana a tarde, quando não tinha movimento, eu gostava de passear a pé junto com uma amiga pelas ruas de um bairro  mais ao centro da cidade. Passávamos por casas bonitas que tinham lindos jardins e ficávamos imaginando como seria morar naquela casa e como seriam as pessoas que moravam ali. Parece uma coisa tão boba isso, mas era um passatempo que gostávamos de fazer às vezes. Até hoje somos amigas e quando lembramos desses passeios rimos muito.

Mas o que me levou mesmo a escrever esse post e lembrar desse episódio dos passeios para observar as casas, é a experiência de uma outra querida amiga.

Ela nunca soube o que é ter um lar feliz, morou apenas em casas, mas nunca num verdadeiro lar.
Lembra de como seu pai era rígido e distante, mal conversava com os filhos e apezar de não deixar faltar nada material, não dava o amor que lhes era necessário. A mãe era diferente, mas quando ela era adolescente a mãe faleceu e então a única ligação com o carinho e amor desapareceu, dando lugar a um imenso vazio. 

Ela e os 2 irmãos tiveram que se virar e assim que deu cada um foi pra um lado. Os três casaram-se cedo e nenhum conseguiu ser bem sucedido em seus relacionamentos. Ela casou com um jovem que pouco tempo depois entregava-se à bebida e até a lei Maria da Penha entrar em vigor, ela sempre era agredida por ele. Ia na polícia mas pouco podiam fazer por ela.

Teve uma única filha que cresceu em meio a violência e frieza familiar. Depois que essa lei entrou em vigor ele parou de agredi-la fisicamente, mas continuou humilhando-a, até que ela conseguiu se separar depois de muito sofrer. Antes nem se separar era possível, ela tinha medo dele, mas um dia isso acabou.

Agora ela mora sozinha com a filha, mas as marcas de tanto sofrimento são grandes. A filha tornou-se uma moça revoltada, a agride muitas vezes com palavras, porém ela tem pedido sabedoria pro Senhor, para saber como agir. Esse é o meu consolo, que ela tem se apegado muito a Deus. Ela tem fases difíceis, a fé muitas vezes lhe falta, o desânimo se instala, mas o Senhor tem a amado e demonstrado o Seu cuidado por ela em detalhes importantes que a animam e a  fazem continuar crendo que um dia a sua casa, que agora ela já considera um lar, vai ser verdadeiramente feliz.
Ela tem orado pela filha e buscado em Deus sabedoria para agir com paciência e amor e isso tem feito a diferença.

Assim como essa história tem em muitas ruas uma, ou várias casas, que não são lares, mas apenas um lugar onde as pessoas entram pra suprir as suas necessidades físicas, mas que não suprem suas necessidades emocionais, do coração. Não importa se é uma casa linda, cheia de luxo, ou uma casa simples, o que vai fazer a diferença são as pessoas que moram dentro dela e não o seu aspecto físico.

Queridas e queridos, o que devemos buscar é ter um verdadeiro lar, independente de morarmos numa casa confortável ou apenas em dois cômodos. Claro que precisamos trabalhar pra ter mais conforto, mas não devemos esquecer do principal, que é o amor, a união da família e a fé em Deus.
Que possamos ensinar nossos filhos e dar-lhes o exemplo de como é ter um lar de paz, de união, de trabalho, gratidão, fé e de muito amor. Que eles vejam em nós um exemplo a ser seguido no futuro. 

"O amor transforma uma casa num lar."

"...feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor." Salmos 128: 2 ao 4.

Um grande abraço e uma semana muito abençoada a todos.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Quanto tempo demora um mês


            Toda vez que um ano letivo se aproxima do fim, lembro de uma música do Biquíni Cavadão que diz mais ou menos isso: E a saudade em mim agora/Quanto tempo será que demora / Um mês pra passar? / Ser campeão da copa do mundo /Um dia em Saturno / Para criança que não sabe contar vai levar um tempão.
Isso tudo por quê eu gosto muito dos meus alunos e sinto uma imensa dificuldade em ficar longe deles.
            Logicamente, nos dias de hoje, já existem mil maneiras de nos falarmos: twitter, facebook, MSN e afins, mas o contato físico é importante. Um abraço de cada um dos meus cabeçudinhos me deixa feliz.
            Quando vai chegando as últimas provas, vai me dando um aperto, que dá vontade de deixar todo mundo de recuperação para prolongar mais um pouco nossos dias juntos. Mas enfim, férias são necessárias e eu também preciso disso.
            Ás vezes fico com medo deste sentimento não ser recíproco.
            Enquanto esse mês vai passando já fico imaginado tudo que irá mudar neles: cabelo, peso, altura e voz. Ah sim, a voz é o que mais muda neles. Nunca vi coisa igual, de um dia pra outro adolescente muda de voz e fica engraçado!
            Quando voltei de licença maternidade, foram mais ou menos 6 meses, os meninos tinham crescido tanto e a voz então, logicamente pedi para cada um deles levantar e falar qualquer coisa comigo. Foi um mico duplo: meu e deles, mas foi maravilhoso! E as meninas então? Nossa! Elas deixam de ser aquelas meninas bonequinhas para serem “adolescentes mulheres”. Aí logicamente, peço para elas darem uma voltinha! Pensa só, isso tudo dentro de uma sala de aula: circo!
            Enquanto esse mês não passa, fico cá eu com minhas ideias.



Ana Carolina - @anacarolinaqui

A partir de hoje, todos os sábados estarei junto a vocês no cantinho das “Mamães Blogueiras” compartilhando minhas histórias e experiências.
Agradeço de coração, a Nádia administradora do blog e a Genislene, que mais do que um convite, trouxe-me a oportunidade de deixar registrado no mundo virtual para todo o sempre, a melhor coisa que aconteceu na minha vida: Ser Mãe.
Ainda me lembro quando meus filhotes, ainda bem pequenos, corriam pelo meio da casa com um aviãozinho nas mãos criando aventuras espaciais ou quando faziam estradas com os pregadores de roupa para que seus carrinhos pudessem deslizar sobre o tapete da sala rumo a praia ou a cidade.
Quem chegasse para uma visita, e não tivesse filhos pequenos, talvez visse naquele ambiente uma bagunça sem fim, mas para mim que ainda nem pensava em como seria quando eles crescessem, aquele ambiente estava repleto de aventuras e desafios, amor e carinho, aprendizado e vida.
O tempo passou e eles cresceram. Carrinhos e aviõezinhos são hoje enfeites nas prateleiras. Novas aventuras, desafios e aprendizados surgiram em suas vidas. Mas, antes que o tempo apague de minha memória cada dia e cada momento especial vivido por meus filhos durante sua infância, pretendo registrar neste blog todas as experiências que vivi e quem sabe contribuir de alguma forma com as mamães que estão vivendo esse momento mágico da infância de seus filhos.
Serão muitos “causos” como diria minha avó. Alguns são engraçados, outros nem tanto assim, mas todos foram fundamentais para tornar aqueles meninos de ontem, os homens honestos e de caráter de hoje e principalmente por perpetuar para sempre essa mãe como uma coruja apaixonada pelos filhotes que teve.
Abraços carinhosos e até breve
Cris Chabes
Olá, sou a Cris Chabes, professora e mãe, além de todas as outras funções que nós mulheres exercemos com o objetivo de fazer as pessoas ao nosso redor felizes.
Esses dois meninos são meus filhos,quando pequenos: Marcelo e Rafael

Mas o tempo passou e hoje eles tem 25 e 19 anos. O Marcelo, já terminou a faculdade e é publicitário. Trabalha com marketing digital. Há 2 anos atrás foi estudar e morar na Irlanda e amadureceu muito.

O Rafael, em fevereiro fará 20 anos, faz faculdade de Economia e trabalha com operações financeiras no Bradesco. Ambos adoram música e praia

Eu tenho 46 anos, por enquanto rsrsr e sou uma mãe coruja, como todas as mães que conheço.
Vou contar muito das minhas aventuras com esses meninos que me trouxeram muitas alegrias, mas também muitas preocupações enquanto cresciam.

Um grande beijo a todas as mamães.
Cris Chabes